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WpMetadataNoticeLast published Wed, Aug 28, 2019
Meu pai é um bom homem, ele vai todos os domingos a igreja, e é certo que abre sua carteira para a caixinha de ajuda de custo para os necessitados, gerenciada pelo padre. Meu pai é um bom homem, sempre que algum morador de rua lhe pede uma pequena esmola, ele ajuda, dando sua maior nota. Meu pai é um bom homem, ele chora ao ver noticiários, onde mostram crianças passando fome na África. Meu pai é um bom homem... Ele abusa psicológica e sexualmente de mim desde os meus oito anos de idade. Ele me segura forte, machuca ao meu corpo e minha alma, me obriga a fazer coisas que me corroem por dentro, e por mais que eu ainda tome banho por horas, me sinto suja! Imunda, e tão humilhada. Eu grito, eu choro! Eu imploro por ajuda! Mas meu pai é um bom homem, e eu? Eu sou somente a louca, desequilibrada e problemática, e ainda tenho que agradecer a Deus! Pois sou filha de um bom homem.
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Prólogo: Não sei a que pé estamos mas é um tempo de muita aflição, a maior parte das mulheres acima de 20 anos estão ficando estéril e apenas as de idade de 19 anos abaixo são capazes de dar filhos. Estou vendo mães vendendo suas filhas ou as dando de livre e espontânea vontade aos homens mais velhos. Eu sou uma delas. Estou desesperada. Não sei o que fazer. Eu: Mãe por favor não, não! Paula: Cale a boca menina! E se comporte entendeu? Não quero tê-la de volta! Eu: Como pode dar a sua própria filha? - eu já estava sem lágrimas no rosto, chorei tanto no caminho devo ter secado a fonte. Paula: Filha? Finalmente vou me livrar de você, só te aceitava por causa do seu pai mas agora, eu não suporto olhar pra sua cara, assassina! - aquela palavra, que me causava calafrios e me deixava petrificada, "assassina", ela ficava como um eco na minha cabeça. - Aqui está senhor. - a voz da mulher que eu chamava de mãe me tira do transe e um homem enorme vestido de capa está em minha frente. Ele entrega a Paula um saco contendo moedas de ouro e eu sou arremessada em seus enormes braços. O que será de mim?

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