Amor Escarlate

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WpMetadataNoticeÚltima publicación jue, nov 2, 2017
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Poesía
Poli ou Ana? Eu titulei. Fiz contrário ao que sempre faço porque cansei de cada pegada incerta das suas mãos sobre mim. Cansei da monotonia de uma vida a dois que não se enxergava. As viagens de mais de 50 km seriam consideradas fantásticas - só que não, nunca saímos de Ultralina. De duas ou mais chances, chorar era meu esporte favorito. O refúgio de uma alma verdejante e florida em quase todos os dias de uma história a dois, planejada apenas por um. O coração seguia sem saber aonde ir, queria apenas sentir em demasia sempre que possível e o ato era como uma facada no peito; sangrar não faz tanto sentido, não quando não tenho a intenção de morrer. Os pretos nos brancos eram riscados sempre que brigávamos, riscos grossos e marcantes. Um traço ali, outro aqui e o coração se via quase todo enrugado. O branco se misturava em uma pretidão ainda mais escura, se invadindo mais fundo que o normal. As cores nunca foram bem-vindas nessa vida de crianças presas em um recreio sem fim. Sei que deveria dizer o que sinto em cada segundo do meu dia, que deveria insistir na ideia de que ainda te amo como os lírios espalhados pelo campo amam a terra; ou que o amor que sinto aqui é basicamente um monumento de almas. Sei que as viagens em mais de 50 km deveriam ser guardadas em caixas identificadas como "memórias de um amor"; e chegar, se alastrando entre minhas entranhas seria o meu fim. Fim de uma velha "Poliana" e começo de nova eu; mas não consigo aceitar que todas as "Anas" desse mundo se juntaram a mim, por isso desse sentir demais. Não consigo admitir que o nome que tenho já é sobrecarregado e tê-lo é um fardo. O "Poli" é muito: muito de muitas. Por isso descarto o "Ana" e peço que me chame de "Poli", apenas.
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O vento rasga o tecido da realidade O gemido dos trovões partem montanhas As lágrimas das nuvens molham corações O grito das estrelas silencia o mundo A imortalidade do universo fecha os olhos dos mortais. Gritos de agonía podem ser ouvidos O silêncio que me sufoca É o mesmo que me faz intocável As lágrimas que abafa meus gritos É a mesma que me mantém no inferno Eu deixei de sentir dor, quando você me roubou, o coração. Nada é real Minha realidade é a fantasia É a poesia. Galáxias se produzem, se formam Planetas se chocam Estrelas se apagam Nuvens se desfazem Nada é tão real quanto o acreditar. Minha poesía não é para militante É para visitantes Eu sou você, Você sou eu Minha dor, eu compartilho. Se você acha que pode viver e sobreviver em um mundo de espinhos, venha, Eu ansiosamente espero por conhecer seus pensamentos mais sombrios. Poesía É minha alma atormentada É meu coração acorrentado Meus pés sangram Meus olhos se fecham Eu vivo Na Poesía.

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