Alyssa sempre pensou que nunca precisaria de alguém, romanticamente falando. Sempre acreditou que o amor romântico era o sentimento dos tolos. Até que um dias, seus olhos cor de âmbar encontraram-se com os dele. O homem dos olhos de Sirius, cintilantes como galáxias inteiras condensadas em dois mirantes azuis. Afinal, não existe conexão mais devastadora e intensa do que duas írises plurais, que se fazem singular. Mas no fulgor dos lumes também habita a fraqueza e todo ser, seja ele humano, celeste, mazelado ou demoníaco, sabe depreender a linguagem das pupilas dilatadas ou retesadas, e embora Andrew fosse cândido como Sirius, mas ao contrário da estrela, ele não conseguia brilhar todas as noites. No seu olhar, embora brilhante, também carregava tristeza, pois as páginas da sua história eram manchadas e carregavam um título nada honroso.
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