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XVI - Coração de tinta

XVI - Coração de tinta

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WpMetadataNoticePublikasi terakhir Sen, Jan 1, 2018
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Puisi
Capítulo 16 da coleção de poesias. No dia 25 de março, uma última dança fora realizada e a sua concepção de amor fora quebrada. Porém, anos depois, na praça dos amores, ela conheceu uma má companhia perfeita. Seu coração de tinta parou de sangrar palavras afiadas, e nesse momento, ela se apaixonou como se nunca tivesse sido machucada; escreveu o poema do ridículo - repleto de paixão -, seu interior se abriu como uma caixa de Pandora. Ela finalmente esqueceu a própria má reputação, a qual a dizia que era cega pelo amor; se entregou aos desejos mais profundos e todos seus sentimentos foram sentidos da maneira certa, mais intensa o possível.
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Escrevi cartas quando não havia mais ninguém para ouvir. Escrevi porque doía demais guardar tudo só pra mim. Escrevi para o amor que partiu, para o que não chegou, para o que nunca existiu de verdade... e, acima de tudo, escrevi para o amor que um dia fui capaz de sentir - mesmo quando não havia retorno. O amor que, no fim de tudo, sempre esteve em mim. Entre páginas não lidas e amores não correspondidos, nasce um livro feito de confissões, saudades e silêncios. Cartas de um amor desconhecido: todas as vezes que escrevi para o amor, reúne cartas reais escritas por alguém que amou com toda a alma, mesmo quando o outro já não estava mais lá. Não são cartas para serem respondidas - são desabafos de quem sobreviveu à ausência e transformou a dor em palavra. Se você já amou alguém ao ponto de se perder, talvez se reconheça aqui. E, se ainda não se encontrou, talvez essas cartas possam te guiar de volta porque, às vezes, a gente só precisa escrever para continuar existindo.

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