"[...] Fora meu amor, meu amor como nunca antes fora. Eu iria embora, eu vou embora, é a última semana, tudo é fim e você também. Mas vou naquele abraço, naquela solitude perturbada por nós, na tua voz, na falta, tanta, tanta falta. Pela primeira vez, apreciei uma despedida, amei uma despedida, logo a tua despedida achei de querer bem. Porque era você. Queria fazer-te entender que será sempre você, por toda a vida. Se ainda não se deu por conta nesse trecho, a essa altura... não pelos incontáveis eu te amo, tão breves e vazios, falo desse meu jeito de te contar o que já se passou, das minhas tentativas de reviver e tornar sólido os minutos que passo contigo ou com alguma coisa tua, seja uma palavra ou a tristeza por compreender que tu ou teu abraço jamais serão meus e, um dia, vai haver dele sequer ser repetido. Se essa minha inquietação não te inquieta junto e se descrer das coisas que digo, achando que são elas temporárias e ilusórias, talvez eu devesse desistir de tentar ordenar alguma coisa nessas folhas. [...]"
Alguns amores duram para sempre. Outros duram o tempo de uma estação - mas deixam marcas que o inverno nunca apaga.
Quanto tempo é necessário para se apaixonar?
E quanto tempo é suficiente para esquecer?
Aurora encontrou as respostas no brilho de um olhar desconhecido, no toque que fez o mundo ao redor desaparecer.
Em poucos dias, ela viveu uma história que parecia destinada a durar para sempre - mas nem todo amor resiste ao peso da realidade.
Entre cartas não enviadas, músicas que ecoavam despedidas e memórias gravadas na pele, ela aprendeu que existem pessoas que passam pela nossa vida como tempestades: rápidas, arrebatadoras... e impossíveis de esquecer.
Esta não é uma história sobre finais felizes.
É uma história sobre o tipo de amor que, mesmo perdido, continua vivo em cada batida do coração