Porque eu não dei por encerrado nossa curta relação naquele momento dentro do cubículo? Porque eu não deixei Verônica em paz, já que meu templo sagrado, (talvez não tão sagrado hoje em dia) não a interessava mais? Porque eu insisti em libertar uma pessoa que não queria ser liberta? Esse é o preço que eu pago por ter amado demais, a culpa, o remorso tomam conta de mim nesse momento, e serão as únicas coisas que irão me acompanhar dentro da cela escura e fria. Hoje eu posso ver a família Zumach chorando pela perca, implorando por justiça, hoje eu posso ver os poucos amigos no fundo desse tribunal com olhares de piedade ao ver essa cena lamentável, hoje eu posso ver que minha família não se importa se vou ficar 1 ou 10 anos aqui, hoje eu posso ver que joguei o pouco que restava da minha vida fora. Eu não sei se arrependimento é a palavra certa para usar, foi bom enquanto durou, eu me senti viva, mas, e agora?
Caros membros do Júri, eu, Ellora, não tenho palavras para expressar o que sinto nesse instante. A dor da perca e a dor da culpa me corroem nesse momento. Dor pela pessoa que eu amei durante esse curto tempo, ter partido sem ao menos me dizer adeus. Sua alma fora sugada pelo anjo da morte, que saiu das profundezas do meu inconsciente para tira-la de mim. Culpa por um dia ter feito, essa mesma mulher, sentar nessa cadeira como uma criminosa qualquer sob o olhar impiedoso dos homens que a cercaram.
Excelentíssimo, entendo que pela lei deveríamos ser punidas, mas não há mais sentido punir quem já não está mais entre nós.
Verônica...
[Seus olhos azuis jamais sairão de minha mente, seus longos cabelos dourados deslizando sob meu corpo nu, e seu sorriso largo que enaltecia minh'alma]
Caros membros do júri, e os demais aqui nesse tribunal presentes, permita-me contar como e porque, nossas almas se cruzaram nesse destino cruel. Acredito que a partir daqui, eu deva assumir o lugar do réu.
Filhas de máfias unidas por gerações. Criadas lado a lado desde o berço. Inimigas desde um balanço.
Joana Rita Santino Hippler, a Caju, sempre foi a herdeira escolhida. Júlia Mazzocco Borges Caliari, apenas uma sombra atrás do irmão, sem grandes responsabilidades... até que a vida arrancou dele o direito e entregou em suas mãos o peso de um império.
Agora, prestes a completar dezoito anos, ambas estão presas em correntes que não pediram para carregar. E o ódio que nutrem uma pela outra não é um capricho adolescente - é um abismo que cresce a cada dia, profundo demais para ser ignorado.
Mas em mundos governados por máfias, alianças não são opcionais. E, quando o destino empurra Júlia e Caju para o mesmo lado, uma coisa se torna clara: não importa o quanto tentem fugir, não existe escapatória. Nem da herança. Nem delas mesmas.
Joana Rita:
"Ela me provoca com o silêncio. Eu revido com ironias afiadas. Ela finge que não me vê. Eu erro só pra chamar atenção. Mas é agora, justamente agora, que algo começa a queimar aqui dentro. Um desejo sem nome, sem permissão. Um erro que se repete toda vez que nossos olhares se cruzam tempo demais.
Só que eu não deixo crescer. Não deixo aparecer. Engulo, escondo, disfarço em raiva.
Toda vez que fecho os olhos, me pergunto:
o que acontece quando o que você odeia é exatamente o que você deseja?
E se o destino...
nunca esteve contra você?"
HISTÓRIA DE MINHA AUTORIA
PLÁGIO É CRIME! Caso deseje fazer uma adaptação fale comigo antes!
🥇 caju. 23/08/2025.
🥇 juhmazzocco 29/12/2025
🥇 fanficsáfica. 25/12/2025.
🥇 santino. 29/12/2025
🥇 pricaliari. 12/01/2026.
🥇 pograma. 13/02/2026.
🥈 chango. 29/12/2025
🥉 doarda. 02/01/2026.
Top 10 em mafiosa. 07/11/2025.
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Início:26/04/2025
Em andamento.
Capítulos semanalmente.
Gatilhos.
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