Ella(s), E Eu!

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WpMetadataNoticeLast published Mon, Dec 4, 2017
Minibiografias Femininas. Talvez um diário em construção e um breve início em negação: Não se trata de uma única protagonista. Não promete registros diariamente. Não quer ser nem marcar feliz encontro. Não nega os anseios pelo conhecimento dos "eus". Não se prende a modelos. Às vezes não quer colocar fatos em narrativas verossímeis e opta por mascarar constatações. Em outras, não encontra forma capaz de expressar a dureza dos dias, das vidas e das lutas de tantas mulheres, do ontem, do hoje, do agora e o do amanhã. Das afirmações... Às vezes é poesia pura. Outras, entendimentos poéticos. Depende dessa criatura que habita aqui, com o teclado em touch-screen na palma da mão, reproduzindo os gritos do coração. E assim, entre minibiografias, uma história composta com inúmeros fragmentos de "eus" femininos em movimento por conquistas, percalcos, fracassos, superações, alegrias, amores, tristezas e profundas inquietações. Para finalizar, outros acréscimos ao que era para continuar em negação: Não pretende agradar se a realidade do dia acordar mais ácida que o limão. E não debruça em reverência quando se dispõe às observâncias sobre os homens e suas percepções acerca do Amor. Enfim, é miríade em reflexos vivos de realidades distintas. Uma coleção de breves relatos, auto(bio)grafias, experiências, empoderamentos e modos distintos do Ser Mulher no século do espetáculo globalizado.
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O Peso da Esperança Eu aprendi cedo que o amor pode machucar. Cresci vendo minha mãe trair meu pai e, depois, presenciei sua morte - um momento que mudou tudo. Fui deixada sozinha, rejeitada por quem deveria me acolher. Passei por abusos, fui silenciada, ignorada... e ainda tão nova, me tornei mãe. A maternidade foi o primeiro amor verdadeiro que conheci, mas também veio acompanhada de dores, responsabilidades e solidão. Sobrevivi a tudo isso em silêncio. Carreguei uma h istória que muitos nunca imaginaram. Mas mesmo com tudo isso, eu resisti. Na fase adulta, enfrentei um novo medo: me relacionar novamente. Depois de tantos traumas, confiar virou um desafio. Tenho medo de me entregar, medo de ser ferida de novo. As marcas que carrego do passado ainda gritam dentro de mim. E, ao mesmo tempo, luto para cuidar dos meus filhos, pagar contas, manter um lar e tentar sonhar, mesmo exausta. E eu não sou a única. Sei que muitas mulheres não conseguem sair a tempo. O feminicídio é real. E quando uma mulher morre, o mundo perde uma história inteira - mas os filhos ficam. Ficam com o vazio, com o trauma, com o silêncio que ninguém consegue preencher. Essa é a minha história. Não é só sobre dor. É sobre sobrevivência. Sobre força. Sobre amor. Sobre recomeços. Mesmo quebrada, mesmo sozinha, eu sigo lutando. Porque dentro de mim, mesmo quando tudo pesa, ainda mora a esperança. real. E quando uma mulher morre, o mundo perde uma história inteira - mas os filhos ficam. Ficam com o vazio, com o trauma, com o silêncio que ninguém consegue preencher. Essa é a minha história. Não é só sobre dor. É sobre sobrevivência. Sobre força. Sobre amor. Sobre recomeços. Mesmo quebrada, mesmo sozinha, eu sigo lutando. Porque dentro de mim, mesmo quando tudo pesa, ainda mora a esperança.

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