Ao Som de Paris

Ao Som de Paris

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WpMetadataNoticeLast published Tue, Apr 2, 2024
Seria minha última interpretação da noite. Depois de Mozart e Beethoven, os aplausos me fizeram arrepiar. O jantar anual da multinacional Chosen sempre foi repleto de luxuosos pratos e Champagne Krug Clos d'Ambonnay. Este era o meu terceiro ano consecutivo neste evento. Os mais importantes executivos de toda Paris estavam presentes. Usavam Smoking Giorgio Armani, Dolce & Gabbana e Tom Browne. Não era difícil de distingui-los, pois o meu Smoking veio direto de um alfaiate na "rue de Rivoli", entre as ruas "du Renard e du louvre". O piano sem dúvida era a majestade da noite. As marcas de cigarro deixado por seu antigo dono, o completava. Steinway Model Z, reinou toda a noite produzindo o melhor som que um piano poderia produzir. Os olhos atentos nos últimos esforços do som, reverberando a clássica extração do bom gosto. O tilintar do talher e a taça, fizeram com que o silêncio fosse abrupto. Todos pararam suas conversas e risos para observar quem chamava a atenção. Um senhor grisalho de estatura mediana estava na parte mais elevada da mansão. Ao seu lado, a figura que me fez esquecer todas as partituras de Chopin.
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Em um momento de rebeldia (como sempre), o pai de Sophie se cansa de sua malcriação e decide levar toda a família para passar uma temporada na Dinamarca, já que ele planeja expandir sua grande empresa de advocacia. O que Sophie não esperava era que seu pai a colocaria em uma escola de bons modos, onde ela conheceria Emma Lancaster, a princesa da Dinamarca. Sophie já a desprezava; odiava estar em um lugar onde havia uma princesa estudando, já que todos falavam de sua perfeição. Para ela, "ninguém é tão perfeito", e ria quando chamavam a princesa de "paz". A partir do dia em que se tornaram colegas de dormitório, Sophie sabia, bem lá no fundo, que Emma iria virar seu mundo de ponta cabeça. Emma sentia o mesmo, mas ambas estavam cegas por frustração, confusão e um ódio destilado uma pela outra. Emma não suportava a presença de Sophie; detestava ter sua cadeira na hora do almoço na frente da dela e nunca olhava para cima, apenas para a comida. Tinha raiva de olhar para aquela garota tão repugnante. Ela só poderia ser o caos em pessoa, e jamais se juntaria ao caos, nem por um momento. Era isso que elas pensavam, mas até seus gostos voltarem a fazer sentido, as piadas voltarem a ser engraçadas e a companhia se tornar pelo menos um pouco agradável, as risadas e as vozes voltarem a ser boas de ouvir... e o desejo pelo toque ressurgir com toda força. Suas mentes e corações poderiam gritar para que não se aproximassem, que não ficassem juntas, mas suas almas se esforçavam cada vez mais para que isso acontecesse. A alma de cada uma clamava pelo amor... Mas será que aconteceu? Dessa vez, o ditado "Os opostos se atraem" funcionou? Ou seria mais apropriado dizer que "Os opostos se atraem, mas não funcionam juntos"? Elas vão se amar? Vão se entregar? Deixar o mundo virar de ponta-cabeça? Deixar seus hobbies e vícios serem julgados e ordenados a parar? Deixar tudo aquilo que defendiam ir embora com o vento?

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