Je Suis Prest

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Pessoas desaparecem o tempo todo! Seria ironia minha dizer essa frase. Logo eu que nunca pertenci a lugar algum , desaparecer seria muito fácil. .Após a morte precoce dos meus pais fui criada pelo meu tio, um arqueólogo sem morada fixa, boa parte da minha vida passei viajando entre vários países, conhecendo culturas e estilos de vida totalmente diferentes . Eu nunca criei raizes ou tive minha própria casa, com a morte do meu tio resolvi voltar para Inglaterra e terminar meus estudos na área de arqueologia. Minha vida mudou quando fui convidada por uma agência do governo Britânico à participar como consultora de uma missão secreta que envolvia artefatos do século XVIII, mais especificamente sobre o levante Escocês de 1746. Não era minha área, mas o convite veio de um grande amigo então acabei aceitando a proposta e assim acabei me mudando para Escócia. Bem eu disse que pessoas desapareciam o tempo todo só não contava que eu me tornaria uma dessas pessoas, cujo sete anos do meu passado é uma folha em branco. Eu fui dada como morta em 2007 e "voltei dos mortos"em 2014, como dizem todos ao meu redor. Minha única lembrança vive em 2007, a lembrança do último dia que vivi com o homem que eu amo. Meu nome é Claire Elizabeth Beauchamp e minha missão é descobrir o que me aconteceu nesses sete anos da minha suposta morte.
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As pessoas costumam dizer que a primeira vez você nunca esquece e não foi diferente comigo. Eu me lembro de tudo. Do vento frio e seco, do cheiro de mato recém cortado misturado com ferro, eu me lembro dos sons, dos gemidos de agonia que não tiveram tempo de se tornar gritos, dos ossos quebrando e do vermelho vivo inundando e regando a terra. Mas se você me perguntar qual seria a coisa que eu nunca me esqueceria, eu certamente responderia os olhos. É engraçado que primeiras vezes quase sempre nos rementem a outras primeiras vezes. Alguma vez você já matou uma galinha? Eu honestamente não, mas me lembro da primeira vez que vi meu avô matar uma, existe uma fração de segundos entre o momento que a faca é erguida e o sangue jorra, um pequeno estalo que separa a vida da morte e neste pequeno estalo se você olhar nos olhos, você consegue ouvir a alma gritar. Particularmente a memória da alma da galinha implorando para viver me atormentou por anos, eu recordo de não ter comido carne por um bom tempo, eu nunca vou entender como alguém sente prazer em matar algo tão inocente, tão frágil, tão humano. Mas esta não é uma história sobre galinhas, certo? Esta é uma história sobre como um pequeno estalar de dedos do olhar de um homem me mostrou o sentido da vida, a minha missão. Está história é de como eu me tornei uma assassina.

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