30 Minutos

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WpMetadataNoticeLast published Sat, Apr 14, 2018
Eu era apenas uma criança de três anos, pronto para fazer quatro anos na minha festa de aniversário, aquilo foi uma das melhores festas! Mas, também foi uma das piores! A chuva...sim, a chuva, derrubou toda a nossa casa junto com o furacão no dia do meu aniversário, todos conseguiram sair dalí, menos eu e minha mãe! Nisso, todos ficavam preocupados em saber onde estávamos, meu pai havia ligado para a ambulância nos procurar dentro dos destroços só, que eu e minha mãe não poderíamos sair vivos dalí, então, já é minha morte! Só que, no momento, uma pessoa mágica apareceu, e falou que nós íamos ficar vivos graças a ela, se mamãe aceitasse, e ela aceitou, se preocupando mais comigo do que com ela mesma! Nós saímos vivos dalí, e aquele foi o meu pior trauma da minha vida, mas, como todo favor tem um preço, um dia, aquela pessoa ia voltar para cobrar! E assim, se passaram 13 anos e ia haver um aniversário pra mim na faculdade, só que, quando estava indo pra lá, aquela mesma pessoa surgiu para mim e disse: "Eu lhe salvei do avalanche da sua casa, agora, você precisa fazer uma coisa!" Eu ofereci fazer tudo o que quiser para essa pessoa mas, tinha um problema, o favor seria minha morte, na festa, eu teria 30 Minutos de vida, então, seria minha morte! 30 Minutos para a festa começar, 30 Minutos pra eu morrer, afinal, quem será essa pessoa que assinou minha morte? PLÁGIO É CRIME!
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Morrer é uma surpresa. Sempre. Nunca se espera. Nem mesmo o paciente terminal acha que vai morrer hoje ou amanhã. Na semana que vem talvez, mas apenas se a semana que vem continuar sendo na semana que vem. Nunca se está pronto. Nunca é a hora. Nunca vamos ter feito tudo o que queríamos ter feito. O fim da vida sempre vem de surpresa, fazendo as viúvas chorarem e entediando as crianças que ainda não entendem o que é um velório (Graças a Deus). Com meu pai não foi diferente. Na verdade, foi mais inesperado. Meu pai se foi com 36 anos, a idade que leva muitos músicos famosos. Jovem. Moço demais. Meu pai não era músico nem famoso, o câncer parece não ter preferência. Ele se foi quando eu ainda era novo, descobri o que era um velório justamente com ele. Eu tinha apenas 16 anos, o suficiente pra sentir saudade pelo resto da vida. Se ele tivesse morrido antes, não existiriam lembranças. Nem dor. Mas também não haveria um pai na minha história. E eu tive um pai. Tive um pai que era duro e divertido. Que me colocava de castigo com uma piadinha pra não me magoar. Que me dava um beijo na testa antes de dormir. Que me obrigou a amar o mesmo time que ele e que explicava as coisas de um jeito melhor que a minha mãe. Sabe? Um pai desses que faz falta. Ele nunca me disse que ia morrer, nem quando já estava deitado cheio de tubos. Meu pai fazia planos para o ano que vem mesmo sabendo que não veria o próximo mês. No ano que vem iríamos pescar, viajar, visitar lugares que nenhum de nós conhecia. O ano que vem seria incrível. Eu vivi esse sonho com ele. Acho, tenho certeza na verdade, que ele pensava que isso daria sorte. Supersticioso. Pensar no futuro era o jeito dele se manter otimista. O desgraçado me fez rir até o final. Ele sabia. Ele não me contou. Ele não me viu chorar a sua perda. E de repente o ano que vem acabou antes de começar.

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