It's a New Day!

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WpMetadataNoticeLast published Tue, Mar 27, 2018
As palavras sempre foram minhas maiores inimigas. Ler, interpretar, escrever, associar, assimilar múltiplas ordens... Tudo muito complicado para mim. Por isso, recebi rótulos de estranha, retardada, "lenta", limitada e tantos outros adjetivos pejorativos. Com base no padrão arcaico de ensino tradicional imputado nas escolas brasileiras, eu não teria um futuro promissor. Apesar disso, meus professores, colegas de turma e minha própria família não contavam com o fato de eu ser esperta e ter uma criatividade aflorada. Durante a minha infância, eu não entendia quão extensa era a minha defasagem linguística, então focava no que eu realmente era boa, ou seja, nas artes. No fundo, eu sabia que era diferente, mas pensava que o mesmo se aplicava a todos. E não é verdade? Cada um com suas respectivas especificidades, talentos e ritmo. Porém, a realidade não é tão bonita quanto pintada na teoria. Os que divergem do "normal" são excluídos, ficam à margem. Infelizmente, eu estive por muito tempo nessa borda, apenas olhando para dentro, para o clã seleto da normalidade, o lugar que não comportava o diferente. O lugar que não me comportava. Foi então que eu percebi que ser diferente era ruim. Muito ruim. Eu não quis mais ser diferente.
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Eu não tenho limites. Meu terapeuta me disse que eu não tenho limites, que eu não sei distinguir o lado de dentro e o lado de fora. Nem meus próprios sentimentos, principalmente eles. Eu sinto como se a minha pele estivesse ao avesso, me sinto exposta mas sou tão transparente que preciso gritar pra que as pessoas realmente percebam a minha presença. Ou pelo menos costumava a ser assim. Essa é a história de como deixei de usar o meu corpo para chamar atenção e aprendi a usar o meu coração pra manter aqueles que amo ao meu lado. *Não aceito adaptações* Capa feita pela @Itsjinomg maravilhosa!

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