Cante para mim

Cante para mim

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WpMetadataReadComplete Sun, Nov 3, 2019
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Fiction
Romance
1939. Início da Segunda Guerra Mundial. Meri deixou para trás, apenas um bilhete em cima da cama. Enquanto seu passado bate à porta, tudo o que lhe resta são as cartas - trocadas em um período turbulento, no qual prefere esquecer. Até onde as palavras encobrem o silêncio de uma alma? - cartas fictícias escritas por Maíra Viana e Cristian Iutis
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#94
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Todas as vezes que escrevo uma carta é porque alguma coisa ruim aconteceu. Mas eu escondo coisas. Escondo os detalhes. Resumo 2 meses à algumas palavras. Isso está errado? Eu estou cansado. Muitas vezes cansei da vida, mas continuo por aqui. Acho que uma hora as coisas vão começar a melhorar. Sinto falta dos anos 80, onde a música ainda era muito boa, pessoas revoltadas saíam às ruas, as pessoas mandavam cartas, sentimentos não eram exatamente escondidos, segredos guardados. É uma pena que eu ainda não estava vivo. Nasci tarde demais para ser cantor, e sou jovem demais para ser filósofo. O que me resta é a poesia, mas mesmo ela me deixou de lado. Acho que estou perdido. Sinto muito que esteja lendo minhas tristes cartas. Mas também agradeço. Sinceramente, ninguém lê. Pode me dizer porque está fazendo isso depois? Obrigado. De verdade. (Prugger).

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