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Rehvenge.

Rehvenge.

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WpMetadataNoticeLast published Tue, Apr 1, 2014
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Fiction
Romance
«Na primeira vez que o vi, os seus olhos eram mais gelados do que duas tempestades de inverno, mais mortais do que a mão que me prendia. Eram como dois cristais, picando a minha pele, fazendo o medo entranhar-se debaixo dela. Eram olhos de lobo, um predador letal, frio e calculista. O meu corpo tremia sobre a parede suja, sentia-me fraca, manobrável e impotente. Foi quando vi as pupilas aguçarem-se, vi ódio, raiva e escuridão. - Eu conheço-te. - As palavras dele saíram num sosurro. Uma promessa. A beleza selvagem fazia contrair o meu estômago e arrepiava a minha pele febril. As sombras dançavam no seu rosto. E nesse momento, eu soube que ele me ia matar.»
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As lágrimas queimavam meus olhos ao me sentir sem esperança de alcançá-los para evitar o pior. Eu já estava cansada pelo esforço mais cedo. Minhas pernas e meu pulmão pareciam pegar fogo. Ardiam e queimavam como se eu estivesse em uma fogueira. Mas, como uma brasa de esperança, lá estava. A brisa que parecia sempre vir ao meu socorro. O ar que faltava em meus pulmões. O frescor que minhas pernas precisavam para se aliviarem momentaneamente. Como se servisse de combustível, minhas pernas parecem se mexer ainda mais rápidas. As árvores como borrões verdes e brancos ao meu lado. Vamos, Clary... Vamos Bellerose. Vamos! Como um aviso, as folhas das árvores se movimentaram com agressividade, como se estivessem desesperadas. A brisa que parecia me guiar, começou a ficar cada vez mais longe, mas eu me recusava a perdê-la. . . . Um grito. Um rugido. Silêncio imediato pairou sob aquela floresta e... eu sabia oque significava, mas nem por isso hesitei em continuar, com uma falsa esperança pulsando eu meu coração.

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