Nada sera como antes.

Nada sera como antes.

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WpMetadataNoticeLast published Wed, Jun 12, 2019
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Fiction
Romance
Agatha é uma jovem de 18 anos que há 8 meses mudou-se para São Paulo para cursar psicologia, mas esse é apenas um dos motivos. Há 4 anos se descobriu lésbica. Aos 15 se apaixonou pela primeira e única menina que vira sentir amor verdadeiro. Alexa era fútil, fria, insensível e calculista. Aos 16 Agatha passou a ver algo nela, algo que só Alexa tem e so Agatha vê. Então permitiram-se ser uma da outra. Aos 17 tudo ia bem, ou não. Alexa realmente era fria, o encanto estava acabando, mas o amor não, pelo menos não o de Agatha. Aos 18 decidiu partir, mas antes disso se partiu, na noite de sua partida deu uma última chance a Alexa se juntar no seu recomeço, sua resposta foi ve-la aos beijos com um garoto. A meia noite foi a praia, escreveu um carta para seus pais. As 1:00 da madrugada estava em casa fazendo sua mala e pegando suas economias. Ia se mudar antes do previsto. As 2:00 estava comprando sua passagem para São Paulo. As 2:45 estava na sua poltrona C19. As 3:05 chorava.
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Depois de quase vinte anos longe, Agatha se vê novamente no caminho de casa que deixou para trás. Partiu como uma jovem cheia de sonhos e agora retorna à beira dos quarenta, carregando frustrações e angústias que jamais imaginou. A morte de Javier Vidal, que sempre foi um pai, a obriga a voltar para a cidadezinha em que crescera, mas o verdadeiro tormento não tem anda a ver com essa perda e sim com os fantasmas do passado, especialmente Rio. Agatha e Rio eram inseparáveis. Cresceram juntas, dividiram tudo e foram o primeiro amor uma da outra, como em um conto de fadas, aquelas histórias em que, ainda na infância, as almas gêmeas se entrelaçam. Mas enquanto Rio amava a vida na fazenda, os cavalos e o aconchego da cidade pequena, Agatha queria o mundo; sonhava com tribunais, livrarias imensas e cidades desconhecidas a serem exploradas. No fim, ela foi embora e Rio ficou. Agora, ao retornar à sua cidade natal, Agatha se vê forçada a encarar não apenas as consequências do que escolheu para si, mas principalmente, daquilo que abriu mão. Rio também mudou. O tempo e a dor a fizeram crescer, ela ficou, mas não é a mesma pessoa. Apesar de compartilharem a cicatriz de um amor que um dia acreditaram ser tudo, nenhuma das duas é mais a mesma pessoa. Elas não se conhecem mais. O que dói mais? O passado que deixamos para trás acreditando num futuro incerto cheio de sonhos e expectativas? O tão esperado presente que se revelou angustiante, sem ter nada do esperado? Ou o peso de olhar nos olhos de alguém e perceber que todo o seu futuro, toda a sua vida, poderia ter sido diferente? A pior parte é que a resposta para todos esses questionamentos se desdobra em outro: como fazer com que tudo seja diferente agora?

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