O frio penetrou meus ossos enquanto eu me ajoelhava ao lado dele na floresta escura. Perdido, confuso - era tudo o que ele podia sentir, e eu também. Todos sentem isso antes de morrer, dizem os mitos antigos.
Ele olhou para mim, seus olhos escuros refletindo a luz pálida da lua. E então, vi. Flashbacks do seu passado invadiram minha mente como uma enxurrada de pesadelos. Criaturas com dentes afiados, sombras que se arrastavam pelas paredes de sua cabana isolada. Mas entre o terror, havia memórias boas: o cheiro do pão que sua avó assava, o som do riacho correndo perto de casa.
Sua respiração ficou entrecortada, cada inspiração um esforço agonizante. O medo de morrer se misturava ao ar gelado, um sabor metálico na minha boca. Eu sabia o que vinha a seguir - a parte que os mitos nunca contam direito. A parte onde o observador se torna parte da história.
Ele estendeu uma mão trêmula. E eu, um simples adolescente que só se perdeu no caminho de volta para casa, entendi. Algumas histórias não são apenas contadas; são herdadas. E agora, com seu último suspiro, essa maldição ancestral passou para mim. A floresta sussurra meu nome, e as sombras começam a se mover de novo.
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NA: Pois é, gente da terra da leitura,
Resolvi fazer disso uma história curta, vai ser de terror, a minha primeira, espero que gostem...
Boa leitura 😉
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