+16 Eu sempre ouvi portas batendo. Choros na madrugada. Silêncios que gritavam mais do que qualquer discussão. Minha casa grande de paredes enormes, nunca foi um lar E melhor lugar para se esconder era a fazenda. Entre troncos ocos e plantações de café, eu podia desaparecer-até que, finalmente, alguém me encontrou. Liliana, nossa protagonista, cresceu entre dois mundos: o da infância cheia de refúgios e o da casa onde o amor parecia sempre à beira de um colapso. Ela desenvolveu a habilidade de se esconder, a segurar o choro e a marcar os dias no calendário, esperando pelas férias como se fossem a única chance de respirar. Mas o que acontece quando crescer significa não poder mais fugir? Essa é uma história sobre os traumas silenciosos da infância, sobre encontrar abrigo onde menos se espera e sobre como, em algum lugar da vida, talvez Liliana encontre um lar onde as portas não batem.
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