sentinela (ou poesia que me mantém acordada)
❝você não me afeta mais
a linha da sua clavícula
o desenho do seu maxilar
as covinhas da bochecha
não me chamam para mais
perto perto perto
de você, não mais
mas então
meu plano falha tão rapidamente
quanto o momento em que
a galáxia dos seus olhos
diz que não quer mais colidir
com a minha
e um buraco negro cresce em mim
ocupa o centro da minha alma
e eu aqui
rezando para que na verdade um dia
tal como andrômeda e via láctea
elas se colidam
e se fundam em uma só
nem se for daqui a alguns bilhões de anos
quando eu e você
não formos nada mais
que apenas pó estelar e poeira de espaço.❞
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©lia sousa, 2020.