Entre Deuses e Mortais: Prelúdio

Entre Deuses e Mortais: Prelúdio

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WpMetadataNoticeLast published Mon, Sep 7, 2020
"Everan sentou-se em seu trono depois de longos anos. Pousou ambos os braços nos encostos laterais e sentiu a maciez familiar lhe afagar a pele. Por um momento olhou ao redor e se sentiu satisfeito. Sua corte estava reunida na sala real como os mesquinhos aproveitadores que eram. Tentou imaginar quantos ali pensaram e planejaram e passaram noites e mais noites torcendo pelo seu fracasso. Mas eram eles que engrandeciam aquele momento, não a multidão que se vestiu com suas melhores roupas, acordaram seus filhos cedo, gastaram o dinheiro que não tinham naquele desjejum e os trouxeram para o pátio do castelo porque seu rei finalmente retornara. Eram aqueles cínicos que, plantados de joelho e de cabeça baixa, o deixava exultante. Os grandiosos vitrais permitiam a entrada dos raios de sol que, por sua vez, refletia nos lustres de cristais e iluminavam o grande salão. A tapeçaria fora lavada e limpa, o chão de mármore havia sido polido e encerado. Aos lados do trono, o brasão de Slizia se estendia do teto ao chão. Um glamuroso e largo tapete descia de seus pés até a longínqua porta de entrada onde seus orgulhos soldados estavam postados. Sua esposa o olhava feliz, só os deuses sabem o que deveria ter passado nesse lar de víboras. A porta de entrada se abriu, e mesmo longe, ele viu os governantes de suas terras entrarem e caminharem em sua direção. Iriam prestar seus votos e juramentos, se desfazer de qualquer convicção real que ainda lhes restassem. Naquele momento, Everan sorriu. Tinha conquistado o mundo, ou pelo menos uma parte dele, e ainda tinha alguns anos para ver os primeiros passos de seu império. Olhou ao seu lado e observou os sacerdotes, com o tempo aprendera a respeita-los e por vezes teme-los, afinal tinha conquistado um império com eles. Acabou se perguntando até quando os deuses estariam em paz." Os primeiros Séculos do Império, Aan Sadir CAPÍTULOS SEMANAIS
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Numa Terra em que as raças antigas foram esquecidas, o ódio e o preconceito ressurgem repentinamente com a chegada de um forasteiro, trilhando os passos do seu passado sombrio. Sem acreditar no próprio destino, Albion vê-se envolto em uma trama arquitetada pelos sacerdotes, os homens mais poderosos dos quatro cantos do mundo, e emissários do grande deus que governa a todos. Nas praias do Oeste, invasores sedentos de sangue desembarcam as suas tropas e atacam, movidos por objetivos mais profundos que a cobiça e o saque, obrigando o campeão do império a escolher entre o seu povo e o seu rei, entre os seus juramentos e a sua liberdade. Num tempo em que os deuses antigos foram apagados da memória dos homens, os reis tornaram-se meros arremedos das sombras de seus antepassados e as lendas foram desacreditadas, o destino da humanidade aproxima-se do momento em que até mesmo os deuses observam e aguardam ansiosamente o seu desfecho. Albion, mesmo venerando um desprezo ardente pelos homens, é colhido no seio desse redemoinho, e a sua jornada entrelaça-se com o caminho de uma herdeira de reis e com as vidas errantes de uma prostituta e uma ladra, cujo segredo o levará mais próximo às sombras do seu passado.

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