Oito Infindável

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Capa: xilogravura de M.C. Escher Revisão: Marília Carvalho e Andrew Vieira Há um hábito mecânico em cada respirar, em cada pensar, em cada agir. É impossível escapar do ciclo. Impossível. Você pode até me questionar dizendo que o consegue, mas ao perceber já estará revivendo tudo mais uma vez, e de novo, e de novo... como um loop intermitente onde o real se mistura com o figurado. Pretendi trazer algumas perguntas com tudo isso. Algo intencional, como uma frase sem sentido, gerando pensamentos insanos. Questões a serem discutidas. "O estilo de vida entre a maioria, diga - se de passagem, se enquadra nos detalhes esqueléticos"
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Cética, pirrônica e descrente, Davina sempre foi o tipo de ser humano que encontrou ou acreditou que existia uma resposta lógica e palpável para tudo que existe. As coisas são como são. Sorte é uma consequência dos acontecimentos da vida, destino é apenas uma palavra inventada pelos outros para tentarem ser positivos e sonhos, eram apenas projeções de sua mente. Até que, pesadelos constantes começam a afligir Davina. Todavia, ela tenta os ignorar, afinal cuidar de seu namorado, a qual sofre de uma depressão profunda, é mais importante que ocupar seu tempo com bobagem. Desse modo, os segredos não aguentaram passar tanto tempo nas sombras. E forçando ao máximo para despertar a moça, logo os pesadelos se mesclaram com a realidade e Davina não vera escolha senão, dar ouvidos a sua cunhada exotérica, Clarissa. Guiado por intermédio de uma narrativa que busca pela personificação de sentimentos, Mouzi utiliza Ecos de Rubi como uma tentativa de entender mais sobre relacionamentos e amor. Até onde você pode ir por alguém? Sentimentos são capazes de engolir uma pessoa? Não obstante, a única certeza que o conto possui, é que a joia mais frágil já existente, é o coração.

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