Minha querida vida.

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WpMetadataNoticeLast published Tue, Jun 5, 2018
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Non-Fiction
Unhas me cortam, dilacerando-me, rasgando minha pele como de fosse um pedaço de carne qualquer. A minha garganta implora por ar, para respirar, ela queima e arde clamando por não me calar. Não posso. Correntes se alastram pelo meu corpo, submetendo cada parte presa, essas correntes invisíveis doem, machucam, marcam e já não é mais possível sarar. Submissa. Estou submissa à sociedade, submissa pessoas, submissa aos padrões e o pior: Submissa à mim. Estou calada, por mas que meus pulmões desejem o ar necessário para o grito mudo. Sim. O grito mudo são os sinais, o olhar avasalador e desesperado, o sorriso já tão industrializado como a sociedade. Socorro. Sou um grito mudo e isso é aterrorizante.
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O vento rasga o tecido da realidade O gemido dos trovões partem montanhas As lágrimas das nuvens molham corações O grito das estrelas silencia o mundo A imortalidade do universo fecha os olhos dos mortais. Gritos de agonía podem ser ouvidos O silêncio que me sufoca É o mesmo que me faz intocável As lágrimas que abafa meus gritos É a mesma que me mantém no inferno Eu deixei de sentir dor, quando você me roubou, o coração. Nada é real Minha realidade é a fantasia É a poesia. Galáxias se produzem, se formam Planetas se chocam Estrelas se apagam Nuvens se desfazem Nada é tão real quanto o acreditar. Minha poesía não é para militante É para visitantes Eu sou você, Você sou eu Minha dor, eu compartilho. Se você acha que pode viver e sobreviver em um mundo de espinhos, venha, Eu ansiosamente espero por conhecer seus pensamentos mais sombrios. Poesía É minha alma atormentada É meu coração acorrentado Meus pés sangram Meus olhos se fecham Eu vivo Na Poesía.

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