Sempre odiei a primavera. Poléns- que só servem para fazer as minhas alergias despontar- no ar, abelhas a zumbir irritantemente, e depois, depois há ela. Todos os anos é um martírio. Todos os anos me lembro dos seus cabelos loiros como o sol, dos seus olhos cor de oceano e o seu sorriso desnorteante. Todos os anos, na primavera, me lembro dela, do dia em que nos conhecemos e do dia em que nos separamos, relembrando-me constantemente que a vida não é um conto de fadas, mesmo que esta história pareça saída de um, e que na vida real não há finais felizes.
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PLÁGIO É CRIME, história totalmente original, por favor não copiem
OBRA REGISTRADA NA FUNDAÇÃO DA BIBLIOTECA NACIONAL. PLÁGIO É CRIME!
"Já perdi a conta de quantas vezes perguntei o motivo por eu estar passando por todo esse sofrimento, talvez para puro divertimento do diabo que não se cansa de me ver em um eterno martírio porque sabe que todas as vezes eu vou me matar, eu deveria quebrar esse circulo vicioso, lutar por mais tempo, mas meu corpo padece e me sinto tão fraco para continuar que vejo a morte como a solução definitiva. As lembranças da minha vida me acompanham dia após dia, não consigo acreditar no sorriso do meu pai quando ele diz que esta bem, quando sei que ele chora a noite e se pergunta por que Deus está fazendo isso com ele. E como tudo que um dia nasce, morre. Como as flores desabrocham no inicio da primavera elas morem com a chegada do outono e eu me vou quando chegar a hora."
Descubra como viver intensamente, e não importa o quanto a dor a consuma nunca é tarde para se amar alguém...