"Um aeroporto não é simplesmente um grande espaço com aeronaves saindo e chegando. Não é apenas um lugar gigante, com lojas, restaurantes, lanchonetes e tecnologias. Não é somente o ambiente de trabalho de um piloto, de uma aeromoça, ou daquela pessoa com a voz sexy que passa nos alto falantes, antes, durante, e depois da decolagem. É o local de reencontros, encontros, partidas, e seus sinônimos. Lágrimas de tristeza, ou de um choro de alegria. De infelicidade pela perda, de indignação pela ida, de abraços apertados, ou beijos sem vida. É o lugar das lembranças, da paz, da esperança, ou da expectativa para a chegada da bonança. Um aeroporto é um grande recinto, que me faz viajar dentro e fora do avião, que me faz despertar o melhor e o pior que sinto. Sim... aeroporto.
Um ano sem o ver, é tão triste quanto perdê-lo. A saudade é gigantesca, até quando se passam cinco anos inteiros. Mas o espaço está guardado, e me bate uma curiosidade: Como você virá? Estou morrendo de saudades...
A traição, ela existe. Assumir é muito nobre. Surgem voos para Suíça, Portugal, e para a América do Norte.
Eu preciso me afastar, estou com medo de amar. As tentativas serão em vão, a covardia e o medo entram em questão.
Não ser do mesmo sangue não significa nada, conhecer num restaurante, também é especial. Adeus, vou para o lado oriental!
Fortalecer amizades, ou simplesmente admirar. Aqui, isso também cabe, além de decolar. Qual a sua vontade? Me beijar, ou disfarçar? Ter medo e ligar para opinião dos outros, felicidade não trará.
Vamos embarcar, de dia, de noite, de madrugada, independente da data, eu vou cair na estrada. Não como num carro, ou num ¨ busão ¨, vou pelos ares, vou de avião. E assim vou terminando esses fragmentos muito loucos, muito obrigado por ler: ABRAÇOS DE AEROPORTO."
-Fellipe Moreira
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