Story cover for A Sombra e Outros Contos by Anderson-Padilha
A Sombra e Outros Contos
  • WpView
    Reads 329
  • WpVote
    Votes 101
  • WpPart
    Parts 19
  • WpView
    Reads 329
  • WpVote
    Votes 101
  • WpPart
    Parts 19
Ongoing, First published Jul 06, 2018
Mature
"De repente, a velha caiu como uma bola de papel amassada, num baque surdo. Topei com os olhos dela e vi que eles estampavam horror semelhante (ou pior) ao meu. A pele da face estava pálida e os lábios secos e rachados pareciam ter empedrado naquela posição de alguém que grita por socorro. Mas ela não gritava! E nem gritaria! Seus olhos estavam revirados (e parados) nas órbitas como adornos em um crânio. Nesse instante, senti como se um enxame de vespas invisíveis estivesse a me picar as pernas. Meus olhos arregalados eram o reflexo da dor, do medo, da morte anunciada."
All Rights Reserved
Sign up to add A Sombra e Outros Contos to your library and receive updates
or
Content Guidelines
You may also like
O Caso de Rosalinne Orssow by Luiz_Felipe321
28 parts Ongoing
"Lembro-me bem do dia traumático que vivi. Eu tinha um pouco menos de 8 anos. Como qualquer criança, eu gostava muito de brincar. Sempre em uma rua perto da minha casa, me encontrava com amigos que moravam por perto, onde em frente à essa rua havia um grande terreno baldio." Eu soo frio, enquanto me gesticulo para Luanne, a psicóloga. Paro por um momento, me ajeito no assento em aflição e continuo. "Todos os dias eu brincava naquela rua, e no mesmo horário, perto do escurecer. Em uma Sexta- Feira, na minha despedida aos meus amigos. Um vulto repentino no terreno baldio me chamou atenção. A mata era fechada, naquele horário, conseguia ver apenas alguns feixes de luz do entardecer, as altas árvores projetavam sombras fantasmagóricas. Em seguida uma risada curta e delicada ecoa pela escuridão da mata. Encarando-a por alguns segundos, presencio uma mão pálida e lisa vindo de trás de uma das árvores, como se fosse de um cadáver. Um cantarolar perturbador é vindo dali, com intensidade de baixa a alta. No seu clímax a figura demoníaca começava a aparecer por inteira e de trás da árvore permanecia, me encarando de volta com os seus olhos negros como diamante, porém ofuscados. Eles pareciam ter perdido a cor a bastante tempo. Sua aparência, mesmo jovem, sorria maliciosamente para mim. Existia provocação. Ousava tentar sair dali. Brincava comigo, assim como uma criança brinca com um brinquedo. Seu olhar ansiava em me ver ultrapassar o limite da mata. O olhar fixo aos meus, parecia ignorar qualquer sentimento que senti naquele momento. Em desespero, tento comentar com os meus amigos sobre a menina, até tentei apontar para onde ela estava para eles, porém nenhum conseguiu enxerga-la. A figura continuava a sorrir. Após este, todos os dias foram os mesmos ..... Inclusive o de hoje..... 9°🏅 em categoria "Terror" 14°🏅em categoria "Assombração" 1°🎖️em categoria "Arrepio" © Luiz Felipe V. 2024
You may also like
Slide 1 of 7
O Caso de Rosalinne Orssow cover
Desespero cover
Susan. cover
Deviradores: Tragédia cover
APENAS UM TRAIDOR - ALERTA!  cover
Apenas uma semana. cover
Vivos em Mim cover

O Caso de Rosalinne Orssow

28 parts Ongoing

"Lembro-me bem do dia traumático que vivi. Eu tinha um pouco menos de 8 anos. Como qualquer criança, eu gostava muito de brincar. Sempre em uma rua perto da minha casa, me encontrava com amigos que moravam por perto, onde em frente à essa rua havia um grande terreno baldio." Eu soo frio, enquanto me gesticulo para Luanne, a psicóloga. Paro por um momento, me ajeito no assento em aflição e continuo. "Todos os dias eu brincava naquela rua, e no mesmo horário, perto do escurecer. Em uma Sexta- Feira, na minha despedida aos meus amigos. Um vulto repentino no terreno baldio me chamou atenção. A mata era fechada, naquele horário, conseguia ver apenas alguns feixes de luz do entardecer, as altas árvores projetavam sombras fantasmagóricas. Em seguida uma risada curta e delicada ecoa pela escuridão da mata. Encarando-a por alguns segundos, presencio uma mão pálida e lisa vindo de trás de uma das árvores, como se fosse de um cadáver. Um cantarolar perturbador é vindo dali, com intensidade de baixa a alta. No seu clímax a figura demoníaca começava a aparecer por inteira e de trás da árvore permanecia, me encarando de volta com os seus olhos negros como diamante, porém ofuscados. Eles pareciam ter perdido a cor a bastante tempo. Sua aparência, mesmo jovem, sorria maliciosamente para mim. Existia provocação. Ousava tentar sair dali. Brincava comigo, assim como uma criança brinca com um brinquedo. Seu olhar ansiava em me ver ultrapassar o limite da mata. O olhar fixo aos meus, parecia ignorar qualquer sentimento que senti naquele momento. Em desespero, tento comentar com os meus amigos sobre a menina, até tentei apontar para onde ela estava para eles, porém nenhum conseguiu enxerga-la. A figura continuava a sorrir. Após este, todos os dias foram os mesmos ..... Inclusive o de hoje..... 9°🏅 em categoria "Terror" 14°🏅em categoria "Assombração" 1°🎖️em categoria "Arrepio" © Luiz Felipe V. 2024