17 parts Complete Os poemas de Etéreo atravessam o céu como quem atravessa um espelho. Não é apenas o cosmos que se move: é o pensamento que expande, reduz, ilumina, colide. A cada texto, o leitor se vê suspenso entre a ciência e o mito, entre a precisão astronômica e o desamparo humano.
Laniakea, auroras, anãs marrons, buracos solares, partículas ínfimas e distâncias impossíveis tornam-se matéria íntima. O universo, aqui, não é apenas cenário: é linguagem, eixo, metáfora viva. O poeta encontra na vastidão um modo de falar de si - e no infinitamente grande, o reflexo do infinitamente delicado.
Entre luzes e breus, medos e contemplações, Etéreo revela um mundo visto do abismo e do afeto. Uma obra que descreve o céu enquanto, silenciosamente, descreve o que pulsa dentro de nós.