Cartas Na Janela

Cartas Na Janela

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WpMetadataNoticeLast published Wed, Jul 25, 2018
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Fiction
Romance
Vocês já se apaixonaram perdidamente por alguém? Ou algo que se pareça com amor? Pois então. Passei muitos anos de minha vida pensando que já havia idealizado o amor da minha vida. E que seria um rapaz lindo, forte e ao mesmo tempo delicado, compreensivo e de bom coração. Mas esse cara não existe. O homem perfeito não existe, ou ainda não existe nesse século. Com o passar dos anos do meu ensino médio, fui sentindo uma forte atração pelas meninas. Não entendia esse sentimento e nem ao menos me entendia, guardava tudo para mim mesma. Nunca foi nada forçado, apenas sinto. Mas há um problema. Eu ainda não havia ficado com nenhuma. Oi, me chamo Jessica Hoffmann, tenho vinte e dois anos e estou no segundo período de Literatura na faculdade. Não me pergunte o porquê. Mas sempre senti uma forte atração pelas meninas, porém nunca beijei nenhuma garota. Não sei, sempre acontecia algo que me fazia ir embora no momento exato que iria acontecer algo. E não... Nunca fui pra balada, usei drogas, fumei ou bebi na minha vida. Praticamente uma santa. Sim. Nunca fiz nada de errado. Até conhecer Leona Vermónt... Meu pai sempre me protegeu do mundo. Nunca me deixou sair muito e eu até entendo. Sou filha única, então já viu, não é? Mas sei lá, queria saber como são essas coisas. Quero aproveitar a vida enquanto sou jovem. Não deixando de estudar, jamais, mas tem coisas na vida que gostaria de sentir. Tipo um amor. E meu amor pela Leona é mais forte do que qualquer coisa, até mais forte que a morte. Sim, essa tal Leona é o grande amor da minha vida, e sabe por que? Porque ela me faz querer continuar viva e com ela não tenho medo de nada. Me sinto segura. Uma protege a outra e ao lado dela que quero continuar vivendo. Vocês sabem como é, não é? Já sentiram algo que se pareça com amor? Parece ser estranho e ao mesmo tempo bondoso, disciplinado, submisso e masoquista. Mas mesmo correndo todos esses riscos, eu precisava sentir.
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Com 19 anos eu não sabia muito sobre amor. Já havia assistido centenas de filmes, visto centenas de séries, lido centenas de livros e ouvido centenas de músicas, e todos sempre acabavam falando sobre amor. Eu não me lembrava de já ter realmente sentido Amor alguma vez e não me punia por isso. Como sempre dizia minha mãe: Você tem a vida inteira para amar. Mas eu tinha, com certeza, curiosidade. Como seria sentir um sentimento tão forte e notável? Como era a sensação? Eu não sabia, mas, de qualquer forma, eu havia estabelecido regras para quando isso supostamente acontecer. Amar parecia algo sério e eu não queria correr o risco de sentir isso por algum idiota qualquer. Mora com a mamãe? Bye. Faz piada com tudo? Bye. Quer dormir comigo no mesmo dia que me conheceu? Goodbye. Eu não sabia como era amar, mas estava preparada para quando isso acontecer. Ou pensei que estava...

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