Deus, Um Delírio

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WpMetadataNoticeLast published Sat, Oct 27, 2018
Num tempo de guerras e ataques terroristas com motivações religiosas, o movimento pró-ateísmo ganha força no mundo todo. E seu líder intelectual é o respeitado biólogo Richard Dawkins, eleito um dos três intelectuais mais importantes do mundo (junto com Umberto Eco e Noam Chomsky) pela revista inglesa Prospect. Autor de vários clássicos nas áreas de ciência e filosofia, ele sempre atestou a irracionalidade de acreditar em Deus e os terríveis danos que a crença já causou à sociedade. Agora, neste Deus, um delírio, ele concentra exclusivamente no assunto seu intelecto afiado e mostra como a religião alimenta a guerra, fomenta o fanatismo e doutrina as crianças. O objetivo principal deste texto mordaz é provocar: provocar os religiosos convictos, mas principalmente provocar os que são religiosos "por inércia", levando-os a pensar racionalmente e trocar sua "crença" pelo "orgulho ateu" e pela ciência. Dawkins despreza a idéia de que a religião mereça respeito especial, mesmo se moderada, e compara a educação religiosa de crianças ao abuso infantil. Para ele, falar de "criança católica" ou "criança muçulmana" é como falar de "criança neoliberal" - não faz sentido. O biólogo usa seu conceito de memes (idéias que agem como os genes) e o darwinismo para propor explicações à tendência da humanidade de acreditar num ser superior. E desmonta um a um, com base na teoria das probabilidades, os argumentos que defendem a existência de Deus (ou Alá, ou qualquer tipo de ente sobrenatural), dedicando especial atenção ao "design inteligente", tentativa criacionista de harmonizar ciência e religião.
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Como alguém ousa propor que sejamos perfeitos? Errar é tão natural quanto respirar. Você até consegue prender o fôlego, mas não por muito tempo e não sem angustiante esforço. As falhas estão marcadas no nosso código genético tanto quanto nossas características físicas e, tais como mudam as doenças e síndromes, mudam também os erros para os quais estamos predispostos. A sociedade, na tentativa de minimizar danos, desde o nascimento nos recebe com inúmeros controles morais externos - culturais, legais e religiosos - em nada comparáveis à potência de um mais forte e congênito, que costumamos chamar de consciência. Logo cedo, porém, descobrimos que errar pode ser muito prazeroso, divertido e empolgante; então nosso cérebro desenvolve mecanismos para racionalizar e justificar cada transgressão cometida, além de aperfeiçoar técnicas para encobri-las. Crescemos com a pressão de uma multidão de estímulos nos ensinando a diferença entre o certo e o errado e, mesmo o melhor aluno, vai escolher mal - ou cair - incontáveis vezes. O caminho é composto por um abismo que puxa outro, porque quanto mais erramos, mais descobrimos as consequências danosas que nos alcançam e, em outras frentes, mais percebemos que queremos repetir mesmo assim, a qualquer custo, porque uma força nos atrai como um ímã. Se você não for um psicopata, adicione a essa mistura a famosa culpa judaico-cristã - ou qualquer outra a depender do seu contexto - e está pronta a fórmula para um ser humano em constante conflito. Isso se você tiver sorte, porque, enquanto houver conflito, há esperança. No dia que ele se for, você foi vencido. Ou, se você tiver mais sorte ainda, você foi salvo.

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