Você senta no parapeito da varanda e se dependura sobre o mundo, sem nenhum medo, estende os braços para me mostrar o céu.
Eu tenho vertigem na beirada e olhar para o infinito me dá medo de despencar para fora do planeta.
Eu sei, você já me explicou que não é possível, mas preciso segurar sua mão para ter certeza.
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