KENDRA
  • WpView
    Reads 19
  • WpVote
    Votes 1
  • WpPart
    Parts 1
WpMetadataReadOngoing
WpMetadataNoticeLast published Wed, Nov 14, 2018
Todo o sentimento de felicidade plena ficou para trás, desde o dia 14 de dezembro de 1998, quando eu vi toda a minha família e toda a minha comunidade ser dizimada de forma violenta. Enquanto eu chorava sozinha, escondida e com muito medo, um anjo de olhos azuis acinzentados chamado Gabriel me resgatou. Ele me levou para a sua casa. Sua esposa, outro anjo de nome Ana, chorou ao me ver e disse que eu era a resposta de Deus para ela. A partir daquele dia ganhei um novo pai e uma nova mãe. Moramos por um ano na comunidade Ilu, depois eles me trouxeram para o Brasil, me criaram e me deram tudo. Eu estudei e com a ajuda do meu pai eu criei a Fundação NordAna em homenagem a minha mãe biológica Nordana que foi estrupada e morta e minha mãe adotiva Ana que por mais de vinte anos foi vítima de violência doméstica. Hoje a minha missão é lutar contra a misoginia, o machismo, o racismo e toda forma de discriminação sofrida pelas mulheres.
All Rights Reserved
#3
misoginia
WpChevronRight
Join the largest storytelling communityGet personalized story recommendations, save your favourites to your library, and comment and vote to grow your community.
Illustration

You may also like

  • Diário de uma Suicida
  • Marim
  • Agressivo
  • JOGO DA VIDA
  • Hillel - Saga Família Hill
  • Skulls
  • Failed Suicide - KRAS (Chase Atlantic)
  • O Acaso Melissa Degustação (Disponível Na Amazon)

[Esse livro contém temas sensíveis. Verifique os gatilhos antes de seguir com a leitura]. Sempre que revisito minha própria história, sinto como se estivesse tocando em cicatrizes que nunca fecharam. Algumas lembranças brilham, mas a maioria pesa. Eu oscilo entre o arrependimento e alívio. Sou feita de contradições. Ao mesmo tempo me culpo, me perdôo, me perco de novo. Antes de tudo acabar, eu revisitei cada detalhe da minha vida. Os momentos bons, os ruins e os que nunca consegui explicar. Há decisões que a gente toma mesmo sabendo que vão nos destruir... Eu tomei a minha. Meu nome é Angeline Julliet Lewis Montgomery. Nunca fui a protagonista de nada. Sempre fui a sombra nos corredores, a amiga de fulano e de sicrano. A garota da aula de biologia ou da peça de teatro.... Angie. Você talvez já tenha ouvido meu nome... não pelos motivos certos. Dizem que fui a garota que se apagou aos dezoito anos, mas a verdade é mais complexa do que qualquer boato que essa cidade vai sussurrar por aí. Minha família e meus amigos... eles são a parte que ainda aperta meu peito. Queria poupá-los. Queria que soubessem que não foi falta de amor. Queria que mamãe entendesse que ela foi a melhor que pôde pra mim. Que mesmo meus amigos tendo ido embora, eu não os culpo. É por isso que deixei as Cartas. Para que, de alguma forma, encontrem as respostas que eu nunca consegui dizer em voz alta. E se você, leitor, está lendo este Diário, então está prestes a descobrir o que ninguém viu (nem ouviu) enquanto eu ainda estava aqui. Talvez o que acontecer depois dependa de você.

More details
WpActionLinkContent Guidelines