Doces Lembranças

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WpMetadataNoticeLast published Mon, Nov 19, 2018
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Poetry
Guardo comigo as doces lembranças, da minha infância, tudo que vivi... Relembro os grandes momentos de outrora, na minha escola onde fui feliz... A casa de taipa era tão simplisinha, e lá na cozinha só tinha feijão, mas tive uma infância feliz, pois não me faltava amor no coração... Meu pai tão contente indo para o roçado, minha mãe do lado com tanta alegria, deixavam a gente sozinhos em casa e quando chegavam não tinha energia... Eu via em seus olhos a grande bravura, pois a terra dura ruim de plantar. Pedia chorando pra Deus mandar chuva, pra em nossa mesa nada faltar... O tempo passou e eles foram embora, pra cidade grande, civilização. mas lá sei que ele deixou um pedaço do seu coração... Mesmo com tanto sofrimento que nós passamos naquele sertão, hoje eles choram querendo voltar pro seu velho torrão. -Guilherme De Lima
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"- Você me quer lá... Apoio minha mão esquerda no colchão e a outra proximo ao seu rosto, desta vez sou eu que estou no comando. Seus olhos me queimam de um jeito bom, o frio se derretendo aos poucos. - Não sei porque, mas também quero estar lá... com você. - Passo meu dedo na sua bochecha carinhosamente, ela olha para o movimento e depois se perde em meu rosto novamente." 🫀 Um romance entre a amizade que se transformou em ódio. Faith sabia muito bem o que estava fazendo, cada palavra dita foi memorizada e ensaiada para ao menos gaguejar, era pequena, mas de infantilidade ou imaturidade não tinha nada. Parecia ter nascido em um corpo de criança quando sua mente era quase de uma adulta, uma fria, quieta, sozinha. Daquela vez foi tão explosiva, mas não se arrependia, o queria longe o suficiente para nunca mais ouvir sua voz ou sentí-lo novamente. Queria o deixar ir, mesmo que isso a machucasse em um lugar desconhecido de si. Queria que ele fosse feliz, que a deixasse, e sabendo que nunca aconteceria, o fez por ele. Porque ela sabia não ser suficiente para nada e nem ninguém, era muito quebrada para isso, deduziu isso após ser tão observadora com as crianças que tinham sua mesma idade. Ela não tinha nada igual a elas, fazia coisas que duvidava que teriam coragem, e não sabia se deveria se sentir arrependida, pois não sentia um remorso ou a sensação do errado. Era tão fria e gélida, desde que se entendia por gente que nunca pensou no que era a sensação do quente.

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