Princesa Pérdida

Princesa Pérdida

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- ¿Tienes miedo?- Le pregunto Él peinando su cabello Ella lo miro con inseguridad - Nunca me he subido a una de esas...- dijo. Señalo la motocicleta negra donde Él se encontraba sentado. Él sonrió, mostrandole aquella sonrisa que la cautivo en la cafeteria y otra vez sintió caerse ante sus encantos. -Siempre hay una primera vez para todo...ven..súbete- La alentó - Bien-Suspiro- Pero ve lento - Si voy a paso tortuga...lo mas probable es que nos caigamos, sujétate bien- dijo mirándola sobre su hombro,Ella frunció el ceño. Y así, tomándola por sorpresa arranco la motocicleta, como reflejo lo abrazó, una sonrisa apareció en el rostro de Él y una de preocupación en la de Ella. -¿Hacia donde estamos yendo exactamente?- pregunto Ella elevando un poco la voz. - Lo mejor de ser espontaneo es no tener idea hacia donde vas y que tus pies te lleven o en este caso...las ruedas- dijo Él.
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#39
perdida
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Dizem que o amor não se controla, mas até onde ele pode ir antes de se tornar destruição? Amar dois irmãos é viver em uma prisão invisível, onde cada batida é tortura, cada sorriso roubado é culpa, cada abraço desejado é pecado. E ainda assim, o coração insiste, insinua, chama... mesmo sabendo que a linha entre paixão e destruição se estreita a cada segundo. É possível dividir o amor sem se perder? É possível sentir inteiro quando se ama alguém e ao mesmo tempo deseja outro? E quando esses amores estão ligados por sangue, história e memória, como decidir quem deve ocupar seu mundo, e quem deve ser apenas lembrança de um sentimento impossível? Escolher se torna um ato de crueldade. Cada decisão é um corte profundo, cada silêncio pesa mais que mil palavras. O amor não pergunta se é certo ou errado, ele apenas exige, arrasta e consome. E amar dois irmãos é desafiar todas as regras invisíveis, é desafiar a própria moralidade do coração, é viver sabendo que nenhum caminho será livre de dor. O coração, então, se transforma em campo de batalha. Desejo contra razão, paixão contra culpa, amor contra impossibilidade. Cada beijo negado é morte lenta; cada sorriso compartilhado é condenação silenciosa. Amar assim é aprender que o impossível existe - e que os limites que julgamos firmes podem ser destruídos por uma única faísca de sentimento. E no fim, resta apenas a pergunta que ninguém ousa responder: será que o coração pode mesmo amar duas pessoas ao mesmo tempo, quando a própria vida insiste que isso não deveria existir? Ou será que o amor, na sua essência mais brutal, não conhece regras, nem limites... e apenas queima, sem pedir licença, sem se importar com quem será destruído?

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