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WpMetadataReadConcluida lun, mar 8, 2021
-Distância são apenas números. -Você sabe que não, Josh. E se não der certo? "Última chamada para o vôo de Londres" -Então, vamos ficar errado mesmo. Ele cela seus lábios no meu pela última vez, e a cena dele se afastando parecia em câmera lenta, e meu coração parecia estar sendo torturado da pior forma. E relembrar que uma traição nos uniu, é tão maluco, meu sentimento só aumenta por lembrar que ele me levantou quando eu precisei, que ele foi meu refugio por cinco meses. Foi dolorido ver o meu príncipe britânico partir, mas concerteza, foi, pior ao ver que tudo estava começando a dar errado, que nossos horários não batiam mais, que nós não vamos mais ter tempo para passar horas falando de coisas sem sentido, que a escola e os trabalhos de nossas rotinas estavam atrapalhando, e que até o vento parecia querer ver dar errado, e foi por ali que perdemos o contato um do outro. E agora depois de dois anos, eu estava agarrada à pelúcia que ele havia me dado de presente antes de partir, relia a carta pela vigéssima vez, em dúvida, se era apenas coincidência ou destino.
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E ele se foi, desaparecendo entre tantas pessoas. Eu fiquei ali, sozinha sem ele para secar as lágrimas que insistiam em rolar, eu apertava as mãos da minha mãe, pedindo ajuda porque eu nunca havia sentido tanta dor, nem quando o meu peixinho favorito morreu, ou quando não dormi com meu cobertor favorito, e muito menos quando perdi meu ursinho de pelúcia favorito; nem injeção que doía tanto em mim, doeu tanto quanto aquele momento, porque não havia nada que eu pudesse fazer. Fiquei tentando controlar as frias e salgadas lágrimas que caiam dos meus olhos. Não fiz pirraça, só fiquei em estado de inércia pedindo por pensamentos que ele voltasse. Mas, não voltou. Ele nunca voltou. Os segundos foram passando e minha mãe me levou para a casa. Era tudo diferente naquele segundo. Era uma dor consumidora e desgastadora. Eu achava que o teria para a sempre, mas o nosso para sempre só existiu dentro de todos aqueles momentos infinitos que passamos juntos. Essa é a carta 225 de uma menina de 11 anos, e infelizmente é a unica que ele não vai ter, e é a única que eu nunca mais me esquecerei até essa dor ir embora, e se um dia for. Sou muito jovem e minha mãe me disse isso. Eu chorei semanas. Talvez um dia o tempo passe, a semana acabe e eu o terei de volta ou nunca mais. Mas que um coração partido dói, dói e sobre isso sou incapaz de negar.

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