Quero aqui deixar claro que o que irá ler não é uma dessas fantasias de amor, ou muito menos um romance onde tudo acaba bem no final. Está obra está mais para uma dessas tragédias do ilustre e renomado Homéro, onde se mistura amor, ódio, desejo e inveja, onde o ser não sabe como encontrar sentido na vida ou como fazer para sentir-se feliz, porque apesar de tudo ele não entende o motivo de não nascermos com um manual prescrevendo onde encontrar essas jóias da vida -o sentido e a felicidade- e muito menos a causa desssa angústia que lhe rasga o peito e faz o tempo parecer areia que escorre pela a mão .Meu dever aqui é a cima de tudo transparecer os sentimentos mais humanos do homem e nessa minha busca acaberei refletindo o como um animal, peço desculpas se não for uma leitura muito agradável, porquê no final, você vai acabar se identificando.
Nem toda luz salva. Nem toda queda é o fim.
Nesta narrativa onde o sagrado e o profano se entrelaçam, Quando os anjos queimam mergulha nas camadas mais densas da alma humana - e daquilo que a transcende. Em meio a ecos de fé, dor e desejo, a história caminha por aquilo que mais se parece com fé, mas é apenas medo disfarçado de obediência, enquanto questionamos até onde podemos suportar o peso de nossos próprios pecados.
Não se trata apenas do divino. Trata-se daquilo que nos torna humanos - e do que perdemos ao esquecer disso.
Um romance poético e sombrio, que arde em cada página com a promessa de redenção... ou condenação