Lauren Jauregui tem 24 anos, contas atrasadas, um cartão sempre no limite e uma paciência perigosamente curta. Motorista particular, ela passa os dias cruzando a cidade em silêncio, engolindo frustrações, discutindo com o trânsito e tentando ignorar o peso constante de estar falhando consigo mesma. O mundo parece conspirar contra ela - e, honestamente, ela também não faz muita questão de gostar dele.
Sua vida segue nesse ciclo cansativo até a manhã em que, parada em um posto de gasolina, à beira de um colapso, uma mulher inesperada bate à janela de seu carro.
Camila surge de roupão vermelho, sorriso fácil e cheiro de bolo - um contraste quase absurdo com o caos interno de Lauren. Misteriosa, espontânea e estranhamente confortável, ela entra no carro sem corrida marcada, sem destino claro, mas com dinheiro suficiente para resolver um problema imediato... e presença suficiente para bagunçar algo muito maior.
O que começa como uma carona fora das regras se transforma em conversas atravessadas por ironias, confissões noturnas e silêncios que dizem mais do que palavras. Camila carrega sua própria bagagem, seus próprios vazios, mas enxerga em Lauren algo que nem ela mesma consegue ver: sensibilidade por trás da raiva, cuidado por trás da aspereza, amor por trás do cansaço.
Porque às vezes, estar "Mad at the world" é só não ter encontrado ainda quem faça o mundo parar de doer.
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