O Renegado Meia-Noite

O Renegado Meia-Noite

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WpMetadataNoticeLast published Sun, Jul 14, 2024
Os ventos do velho-oeste guardam histórias para os livros, e com um detalhe, os protagonistas quase não estão sobre as correntes da lei. Somente a moral própria e talvez a moral religiosa ditam seus atos. Dentre os sussurros do oeste, existe a história do órfão Flint Marshall, que segue entre ações de Deus e o diabo. No meio da dicotomia, ele confia apenas nos próprios ensinamentos da vida de renegado para sobreviver, seja como órfão, ou como membro de uma gangue trabalhando ocultamente dentro da hierarquia como um assassino que ataca nas sombras e na escuridão da meia-noite do oeste frio. Com a alcunha do apelido da hora zero, Flint Marshall recebe e comete as tragedias que assolam sua vida com um único dilema certo: Todo homem está uma bala de seu tumulo. #Plágioécrime Contém cenas de violência explícita não recomendado para menores de 16 anos recomenda-se cautela
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ESCARAS

Nas páginas de Eles nunca vão embora há uma transfiguração da própria visão do medo e, também, do desconhecido. A ação é contraposta a episódios de inércia, construindo por meio do diálogo das personagens e poucas intromissões do narrador o sentido de inação. Um quarto, um prédio no centro da cidade de São Paulo, um homem vegetando em uma cama, a curiosidade de duas amigas sobre o intrigante Bernardo, ingredientes que temperam a narração de maneira única. Encontrar um Bernardo com seu humor ácido não é difícil, o difícil é deixá-lo ir embora. A entrada apenas nos prepara. Deixa-nos neste canto escuro, para de lá seguir com A Libélula Pré-histórica. Ambientado em algum lugar entre a cidade e o interior do apartamento de Jorge. O segundo texto reserva uma densa criação literária. É pura poesia, exige, portanto, um olhar minucioso para os recortes de tempos psicológicos misturados a pinceladas poéticas de um narrador sensitivo. Esta voz está presente nos espaços entre pensamentos e cenas catárticas, em closes, em lugares onde guardamos o melhor e o pior de nós, na mistura entre falta de ação e enação - a propriedade de reconstrução de dentro pra fora. Escaras revela frutos da apaixonante desordem metropolitana por meio do estilo exótico e pós-moderno de Edu Moreira, um professor de Literatura, um incômodo social, uma voz, o homem insuportavelmente moderno. Publicou em 2009 O Jornalista, mas aprimorou em Escaras a sua personalidade literária. Provou-se significante voz dentre os autores contemporâneos, pois não há palavra certa para definir as sensações provocadas por sua literatura, contudo, e de fato, incomodam. E, se texto é identidade, assim como esses contos não terminam com o encontro entre medo e desejo, mas iniciam narrativas na procura de um pelo outro, o caminho escolhido pelo Edu haverá de encontrar amplitude (ou perder-se-á deliciosamente) por esses subvertidos mundos de personagens intrigantes.

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