Para que uma paixão se manifeste, é preciso que o corpo provoque algo na alma, bem como é necessário que o espírito perceba, sinta que foi atingido. Sensações como o frio e o calor, apetites como a fome e a sede, sentimentos como o amor e o ódio são considerados paixões para Descartes. A paixão não é uma afeição do corpo, uma experiência física ou fisiológica. É um acontecimento que se passa no espírito, é uma percepção, e, como toda percepção, ela acontece na alma e não no corpo. E Lauren sentia, sentia a paixão não tomar só sua alma, mas cada pedaço do seu corpo. Não era afeição como Descartes descrevia, nem amizade, era pura devoção, o amor que sentia por sua dama de companhia era maior que sentia por ela mesma. E ela se sentia fraca, fraca por não poder controlar seus próprios sentimentos e agir tão impulsivamente por conta de uma paixão que consumia todo seu ser. Lauren não sabia como enfrentar seus conflitos, e precisava manter a sua razão para liderar a nação a qual acabara de começar a governar, precisava se manter íntegra e mostrar como uma mulher conseguia liderar uma poderosa nação com sublimidade.
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