Poemas Jogados Ao Mar

Poemas Jogados Ao Mar

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WpMetadataNoticeLast published Wed, Nov 13, 2024
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Poetry
Poemas Jogados ao Mar é uma obra que reúne mais do que alguns versos sobre experiências juvenis; é um abrigo. Cada poema é uma mensagem guardada no silêncio do oceano, lançada com as emoções que não couberam na voz. São linhas para traduzir o indizível: amores que não vingaram, saudades que apertam em silêncio, dúvidas decodificadas em correntes de ar e sonhos que insistem em pairar na realidade bruta. Aqui, as palavras deságuam como ondas. Elas falam de perda e reencontro, das dores e das belezas de crescer e se reconhecer. Se você procura uma poesia que acolha seu interior e, ao mesmo tempo, seja companhia, que esses versos possam te alcançar e te abraçar, tal como o mar abraça o que nele é confiado. Até porque, todos nós jogamos algo ao mar, esperando que as conchinhas ecoem alguma resposta.
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Apesar da solidão que me assola e da descomunal amargura que cresce dentre meus ossos, falar de amor ainda é algo que faço com maestria. Não como romancistas lunáticos e os jovens que acabaram de se encontrar com o doce gosto da paixão. Não, é claro que não. Sempre fui capaz de enxergar cada uma das vertentes que compõem este sentimento tão incapaz de ser descrito. Amor. Há dor no amor. Há picos e vales que te levam da excitação até a eutanásia. Uma constante inconstante, que te leva do ápice até o abismo. Uma sequência de contradições e de sentimentos sem definições, daqueles que te proporcionam momentos onde até aquilo que sempre fora considerado ruim, se torna questionável. Se te faz bem ou se não, quem pode dizer? Vertigem, crise nervosa, ansiedade, pânico. Borboletas no estômago. Mas também há beleza no amor, onde até a maior amofinação pode ser perdoada. Quando os olhos cintilam, a afabilidade se descontrai e a compreensão surge sem teimar. Uma grande coleção de agradecimentos pelos mais pequenos gestos, uma paz que surge, leve e reluzente. Se instala e permanece, espalhando-se feito praga e deixando pelos ares os mais puros sentimentos. Alegria, compaixão, afeto, romance. Descontrole emocional. Há tantas vertentes, incoerências e variedades... Algo tão místico e indecifrável como tal certamente me tira o sono. E alguns versos, se me permite dizer. Escrevi, em madrugadas frias como o inverno - ou tão quentes como o inferno -, algumas vertentes das quais compõem aquilo que eu, como quem sou, acredito que seja amor. Não como um todo, não como uma única coisa, mas sim como tudo aquilo que compõe o tão magnífico sentimento, sobre tudo aquilo que há. Deixo aqui os meus versos, incoerentes e labirínticos, onde tento de alguma forma expressar, explicar, decifrar o que é o amor. Se chegou até aqui, meu caro, eu vos agradeço. Não são todos os que se dispõem a entender o amor de um escritor.

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