Luz no fim do túnel

Luz no fim do túnel

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WpMetadataNoticeLast published Sat, Mar 2, 2019
"Acusada de algo que não fez Uma pausa necessária pra ela se fez Um novo recomeço Desistiu de sua carreira como professora de Inglês pra recomeçar como professora de Espanhol Em outro lugar Outras pessoas Mesmo que o passado ainda insista estar presente nos seus pesadelos Sempre dizem que no final da chuva há bonança Que no fim do túnel há uma luz Que no fim da guerra uma trégua, paz e calma. Ela encontrou sua bonança, paz e calma em um única pessoa Numa pessoa que mantinha sempre sua armadura intacta, que mantinha sempre seu semblante sério e focado... Mais sempre há alguém que possa desfazer as armaduras intactas de uma "guerreira" de uma peça principal para que toda máquina funcione, e ela iria fazer essa máquina funcionar de uma forma inesperada para ambas as peças. Algo que não será fácil, um amor proibido, um beijo contido." "Assim que se olharam, amaram-se; assim que se amaram, suspiraram; assim que suspiraram, perguntaram-se um ao outro o motivo; assim que descobriram o motivo, procuraram o remédio."
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O passado tem uma forma cruel de nos encontrar, mesmo quando passamos anos fugindo dele. Maya sempre acreditou que poderia seguir em frente. Construiu uma vida distante, ergueu paredes ao redor do coração e convenceu-se de que algumas histórias precisam ficar enterradas. Contudo bastou um instante, uma imagem roubada do tempo, para que tudo desmoronasse: Chloe vestida de noiva. O sorriso em seus lábios era perfeito. Mas os olhos, Deus, os olhos... azuis como o oceano, cheios de promessas não cumpridas, carregavam um silêncio que só Maya poderia entender. O que teria acontecido se tivesse ficado? Se tivesse escolhido o amor ao invés do medo? Se não tivesse destruído o único lugar onde já se sentiu em casa? Agora, dez anos depois, Maya retorna à Austrália, ao mar que um dia a libertou e à cidade que guarda os destroços de quem um dia foi. Mas Chloe não é mais a mesma garota que costumava correr pela praia de Gold Coast, e o tempo, esse cruel escultor do destino, não tem piedade de corações que hesitam. Entre memórias salgadas e verdades sufocadas, Maya precisará encarar as ondas do passado e responder à pergunta que a assombra desde o dia em que partiu: Será que ainda há tempo para reescrever uma história que nunca terminou?

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