No Rio de Janeiro do século XIX, Argemiro Cláudio, um rico advogado, coloca um anúncio no jornal, visando contratar uma governanta que pudesse trazer ordem à sua casa e ajudar na educação de sua filha, Maria da Glória.
A única pessoa que responde ao anúncio é Alice Galba, a quem Argemiro impõe uma condição um tanto curiosa: ele não poderia vê-la. Ocorre que o advogado era viúvo e prometera a sua amada esposa, no leito da morte, que jamais voltaria a se casar e, em respeito à sua memória e para evitar os maus rumores, havia tomado tal decisão.
As virtudes de Alice são inspiradoras e vão se revelando a cada capítulo: sua delicadeza, seu cuidado que se traduz a partir de pequenos gestos, sua honestidade, sua abnegação e humildade, sua coragem e senso de justiça, sua firmeza e benevolência, inspiram Maria da Glória a ser melhor.
E, assim, apesar de não ver Alice, Argemiro sente-a: sente sua boa influência na educação da filha, sente-a na ordem e conforto que tem em casa, sente-a nos detalhes, nos aromas de flor pelos cômodos, em livros esquecidos na sala. Sem conhecer seu rosto, Argemiro apaixona-se por sua alma.
••••••••••
A Intrusa é uma obra da autora brasileira Júlia Lopes de Almeida, que viveu entre 1862 e 1934.
1760. Brasil.
Beatriz Almeida do Amaral foi criada entre cetins, castiçais e promessas de que um dia se casaria por amor.
Mas a falência da família transformou seu destino em moeda de troca.
Agora, ela veste branco por obrigação.
Seu nome está num contrato. Seu corpo, numa cerimônia.
Mas sua alma... essa ainda tenta resistir.
O Jovem (e muito rico) Duque Antunes de Sá não acredita em amor - acredita em honra, poder e controle.
Beatriz seria sua esposa apenas no papel.
Ele prometeu manter distância.
Ela prometeu odiá-lo.
Mas nenhuma promessa sobrevive ao silêncio de uma casa dividida.
Nem ao toque de duas mãos que tentam não se encontrar.
Nem ao olhar que insiste em ficar... mesmo quando tudo é mentira.
Um casamento de fachada.
Um orgulho ferido.
Um amor que nasce no lugar errado, da forma errada - e mesmo assim, se recusa a morrer.