I'm Only Human After All

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WpMetadataNoticeLast published Sat, Apr 6, 2019
"Meu pai, há 10 anos atrás faleceu numa viagem a trabalho, eu fui criada pela minha madrasta e ainda moro com ela. Ser criada por ela foi horrivel, eram socos, tapas, chutes, toda hora, ela me xingava, cuspia em minha cara, me humilhava tanto em casa quanto na rua e até os 14 anos ela me fez empregada. O mundo para mim perdeu a magia, todavia, o balé ainda não tinha perdido. Era como se fosse uma droga, um limbo. Quanto mais você faz, mais você quer. Entrei na sala do colegio, que eu fui emprestada, e eu sou a mais nova primeira solista do Paris Ópera Ballet School, mas esse ano eu fui emprestada para o The Royal Ballet School, um dos maiores colegios de ballet do mundo e os mais preconceituosos também. Esse ano vamos dançar Alice no País das Maravilhas e eu sou a Alice." Será que a nossa protagonista aguentará o peso de ser uma primeira-balairina? Ou até mesmo a pressão que as pessoas irão colocar em cima dela, não só por ser o papel mais importante, mas por causa de sua cor? Venha participar dessa história de romance, suspense e drama!
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"Eu sou só mais uma adolescente tentando sobreviver." Estudo de manhã, trabalho meio período numa lanchonete da esquina à tarde e passo o resto do tempo tentando não surtar. Moro com a minha mãe, mas a gente quase nunca se entende. Parece que tudo que eu faço está errado pra ela. E, sinceramente? Eu cansei de tentar agradar. O meu pai? Nem sei por onde anda. Acho que ele nunca fez questão, e eu aprendi a não fazer também. O que me mantém de pé, o que faz meu coração bater com alguma esperança, é um sonho. Um sonho que eu carrego desde pequena: ser modelo. Eu sei que parece clichê. Todo mundo acha que é só posar pra câmera, fazer carão, desfilar com roupas caras. Mas pra mim... é mais que isso. É liberdade. É poder. É sair daqui. É ser vista. Ainda não aconteceu, claro. Mas eu tô tentando. Envio fotos, participo de seletivas, posto no Instagram como se fosse famosa. E às vezes... só às vezes... eu fecho os olhos e me imagino lá, em Paris, Nova York, Milão. Porque sonhar ainda é de graça. Pelo menos por enquanto. O problema é que ninguém conta o que você precisa perder pra chegar lá. E eu perdi mais do que devia.

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