Diário de Sabine Bournier

Diário de Sabine Bournier

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WpMetadataReadMatureOngoing1h 22m
WpMetadataNoticeHuling na-publish Mon, Jun 3, 2019
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Fiction
Romance
"M. Bournier ia assistir minhas aulas de canto, eu era famosa no internato por conta da voz. Uma vez, depois de me ouvir cantar seus olhos marejaram, ele disse que nunca teve coragem para escrever um poema na vida, que não era artista, porque os artistas tem um brilho, uma mágica que transborda os limites da razão. O professor Bournier disse que eu seria uma grande artista. Ele tinha 52 anos e eu, 12. Chamem do que quiser, eu chamo de amor. " - Diário de Sabine Bournier Sabine Bournier é uma dançarina burlesca que tem processos de regressão perturbadores desde a infância, sua vida muda de rumo quando ela encontra em Monsieur Bonet, seu psicanalista, a cura para seus pesadelos. O drama dela começa quando, no meio do processo, M. Bonet some. A única pista que a jovem dançarina tem dele é que ele se mudaria de Paris para Berlim. Altamente depenpendente do tratamento, Sabine vê suas regressões voltaram cada vez mais extenuantes voltarem. Na busca pela cura nossa heroína encontra mais mistérios do que perguntas. Sensual, ácida e perversa Sabine Bournier é o arquétipo da essencia diabólica muitas vezes conferida às mulheres. *Essa história é vista pela ótica de Sabine e está escrita em forma de diário. *Depois do prólogo, que é na verdade o prelúdio da personagem para antes do jogo de RPG, outros personagens e situações foram criadas em conjunto com o narrador do jogo de Mago: A Ascenção narrado por Jõao Araújo.
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ESCARAS

Nas páginas de Eles nunca vão embora há uma transfiguração da própria visão do medo e, também, do desconhecido. A ação é contraposta a episódios de inércia, construindo por meio do diálogo das personagens e poucas intromissões do narrador o sentido de inação. Um quarto, um prédio no centro da cidade de São Paulo, um homem vegetando em uma cama, a curiosidade de duas amigas sobre o intrigante Bernardo, ingredientes que temperam a narração de maneira única. Encontrar um Bernardo com seu humor ácido não é difícil, o difícil é deixá-lo ir embora. A entrada apenas nos prepara. Deixa-nos neste canto escuro, para de lá seguir com A Libélula Pré-histórica. Ambientado em algum lugar entre a cidade e o interior do apartamento de Jorge. O segundo texto reserva uma densa criação literária. É pura poesia, exige, portanto, um olhar minucioso para os recortes de tempos psicológicos misturados a pinceladas poéticas de um narrador sensitivo. Esta voz está presente nos espaços entre pensamentos e cenas catárticas, em closes, em lugares onde guardamos o melhor e o pior de nós, na mistura entre falta de ação e enação - a propriedade de reconstrução de dentro pra fora. Escaras revela frutos da apaixonante desordem metropolitana por meio do estilo exótico e pós-moderno de Edu Moreira, um professor de Literatura, um incômodo social, uma voz, o homem insuportavelmente moderno. Publicou em 2009 O Jornalista, mas aprimorou em Escaras a sua personalidade literária. Provou-se significante voz dentre os autores contemporâneos, pois não há palavra certa para definir as sensações provocadas por sua literatura, contudo, e de fato, incomodam. E, se texto é identidade, assim como esses contos não terminam com o encontro entre medo e desejo, mas iniciam narrativas na procura de um pelo outro, o caminho escolhido pelo Edu haverá de encontrar amplitude (ou perder-se-á deliciosamente) por esses subvertidos mundos de personagens intrigantes.

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