Da dor eu surgi. Dela, me ergui. Sofia Black não nasceu cruel - tornou-se. A piedade lhe foi arrancada no dia em que Arthur Razi, seu único e grande amor, teve a vida ceifada.O que restou em sua alma foi apenas um fragmento torto de compaixão por aqueles que lhe seguem cegamente, moldado pela dor e alimentado pelo ódio. Vingar-se não era apenas um desejo; era a última forma de humanidade que acreditava possuir. E, para isso, Sofia pisaria em qualquer um, não haverá escrupulos nessa equação. Não haveria limites, laços ou remorsos enquanto avançasse rumo ao trono do grande império mafioso - não para governá-lo, mas para destruí-lo em tantos fragmentos quanto sua própria alma. Afinal, nem tudo que reluz é ouro. Sofia não acreditava mais no amor. Não porque ele tivesse deixado de existir, mas porque aprendera a mantê-lo aprisionado - oculto em um casulo rígido, construído à força pela dor. Ainda assim, havia algo ali dentro. Algo frágil. Algo vivo. E ela jamais imaginaria que um simples segurança seria capaz de tocá-lo.
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