Textos de uma paixão não mais presente. Em que, aos olhos desse garoto, foram especiais, mas somente aos olhos do mesmo. Pois, precisa-se de doses exageradas de empatia para se comover com a história de quem é apenas mais um ser distante, que em meio a bilhões de pessoas se afogando em suas rotinas e apenas existe. Mas é aí que vem a pergunta: por que, então, escrever? Ora! Se for escrever para ninguém, por que não deixar somente em seus pensamentos? Esse tempo remoendo lembranças não seria melhor aproveitado si entretendo e desvendando novas histórias? Vive-las. Respondo: não. Mesmo que, machuque olhar para o passado e relembrar a chama ardente em que, nesse exato momento, somente, resta cinzas e vestígios torrados de sentimentos, dos quais, a maior parte, partiu de si mesmo. No entanto, dói mais ainda, mesmo que por um instante, tentar esquece-las. Repito, dói esquece-las. Ora, mas por que, então, compartilha-las? Se acredita tanto assim que ninguém vá lê-las? Respondo, e é verdade sim que a aposta de que todos vão apenas ignora-las, já é manjada, mas é aí que mora o tesouro dos tolos. Acreditar. Pois, sonhar que ainda encontrará o amor de sua vida, mesmo que somente tenha convivido com desilusões e falsos amores. Imaginar a metade de si mesmo em outro corpo, em que possa completar-lhe, mesmo sabendo que a outra metade é apenas isso, uma parte de você que não existe. E mesmo assim confiar que um príncipe ou uma bela princesa vai pegar essa metade da laranja e interpretar a sua alma gêmea. E por fim, não espero que quem for ler esses poemas se interessem por mim. Contudo, espero, ansiosamente, que alguns peregrinos , não só, se identifiquem, como também, consigam achar conforto nesses versos sem rimas e, tão pouco, especiais. Espero, que se sintam compreendidos e não mais sozinhos, nesse abismo que é a vida. Curtam o livro ;p
@espadachimdepapel