A mente é um pequeno pote.
A gente escolhe o que se deve guardar.
Tem coisas tão grandes que não cabem nela.
Por isso é difícil entender.
Tem coisas tão pequenas, mas em grande número, enchem o pote. E não cabe mais nada.
Tem coisa que só ocupa espaço, o melhor é se livrar.
Às vezes é bom fazer uma faxina e lustrar o vidro. Pra desanuviar.
Às vezes o pote pode até quebrar, mas seus pedaços têm a especialidade de se reorganizar. Sempre.
A diferença é que pra cada pote, os pedaços são unidos com algo diferente.
Todos os potes são descontínuos. Todas as mentes são quebradas.
Essa aqui é só mais uma.
Quem ajuda a reconstrui-la? Os versos.
(Atualizado conforme a união dos pedaços)
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