Sonhando Acordada

Sonhando Acordada

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WpMetadataNoticeLast published Sat, Jun 22, 2019
Eu tinha uma vida boa. Por mais que às vezes caísse na rotina ou se tornasse monótona, eu sempre me considerei feliz. Mesmo com os altos e baixos. Eu tinha 18 anos, tinha minhas crises existenciais, podia até reclamar ou algumas vezes me sentir incomodada por não fazer o que a maioria das pessoas da minha idade gostavam de fazer, mas no fundo, sempre que eu me deliciava dos meus próprios hobbies e pequenos prazeres, percebia que estava satisfeita com meu jeito de ser e era isso que importava. Jovens só parecem ser rebeldes, mas todos nós sabemos que no fim do dia, quando encostamos nossa cabeça no travesseiro, somos gratos por nossos privilégios e por sermos quem somos. Eu achava que era assim e que isso era tudo até ele aparecer. Depois dele, descobri que não existe limite para a felicidade. Hoje nós podemos ser mais felizes do que fomos ontem. Mesmo que ontem já estivéssemos satisfeitos. E mesmo sem ao menos dizer, eu me contradizia. Agora eu percebia que precisava de algo que eu nunca pensei que fosse necessário para fazer alguém feliz: paixão.
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~ Prólogo 1 Dois anos atrás... Dizem que a partir dos 15 anos, o tempo voa. Que você pisca os olhos e já está com os seus 18 anos. Quando eu fiz 15, eu decidi que ia aproveitar o máximo. Eu sabia que quando chegasse aos meus 18 anos não ia ser como qualquer um adolescente imagina. Eu não ia ser independente, não ia morar sozinha logo de cara, não ia sair todo final de semana, enfim... A questão é que minha mãe sempre foi super protetora e as coisas que eu queria fazer ela não deixava. A única solução era fazer escondido. Eu só fazia coisa errada. Coisa que se minha mãe descobrisse ela ia me enfiar em um internato. Vou para as festas escondida, junto com minha melhor amiga Alexis, bebo, fumo, bom, eu não sou um exemplo de boa filha. Minha mãe acha que eu sou, mas ela não sabe muito bem o que acontece na minha vida. Se ela fosse menos protetora, até poderia saber. Maya: Vira logo isso Alexis! - falei enquanto ela tomava coragem de virar um meio copo de tequila Alexis: Vai se foder! - nós rimos Saímos da festa devia ser umas três da manhã. Eu não estava bêbada, só estava um pouquinho alegre. Eu sabia meu limite. Maya: Vou pegar as tintas lá em casa, to afim de fazer uma arte. Alexis assentiu. Ela não iria, tinha medo de ficar de madrugada sóbria na rua. Eu fui pra casa e entrei lá na ponta dos pés. Se minha mãe me visse no estado que eu estou, nossa, nem quero imaginar... Entrei no meu quarto e peguei minha bolsa que já tinha tudo que eu iria usar. Eu estava terminando quando vi luzes de policia vindo de uma rua. Era só o que me faltava, parar na prisão. Deixei minhas coisas ali mesmo e corri pra algum lugar onde eu poderia me esconder. Entrei em um beco escuro e ali fiquei até as luzes se afastarem. Estremeci quando senti uma mão tapando minha boca. Xxx: Se você gritar, juro que te mato aqui mesmo. Meu coração acelerou quando senti suas mãos passando por de baixo da minha blusa. Isso não está acontecendo! [...]

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