02:09

02:09

  • WpView
    Leituras 2,222
  • WpVote
    Votos 222
  • WpPart
    Capítulos 31
WpMetadataReadMaduroConcluída seg, dez 18, 2023
"Confiro mais uma vez o jantar pronto e servido sobre a mesa. A superfície de vidro embaçado pelo calor emitido por algumas travessas. Encaro o relógio prometendo pela sétima vez que é a última que o encaro. Já se passa das duas e ele ainda não chegou para o jantar do nosso aniversário de casamento. De repente ouço risadas, o tilintar de um molho de chaves e portas batendo. Ao fundo o som de alguns objetos provavelmente estilhaçados por todo o chão. Me levanto, deslizando as mãos pelo meu vestido, para que não se amasse por nada. Gostaria de estar impecável para quando ele chegasse. A meia luz que preparei deixava o ar do apartamento sedutor até mesmo para mim, que sou completamente cética nestas questões. Mais um estrondo. Decido ir até a janela, empurrando um pequeno pedaço do tecido da cortina que cobria a visão para o apartamento da frente. Seu cabelo estava bagunçado e com certeza aquela tatuagem em suas costas não era temporária. A risada que antes ouvira pertencia à mulher sob ela, sem qualquer inibição ou receio de um flagra. Pude enxergar algumas marcas em sua cintura. Afinal, o meu apartamento é literalmente de frente para o dela. E não é como se ela se importasse em ser pega."
Todos os Direitos Reservados
Junte-se a maior comunidade de histórias do mundoTenha recomendações personalizadas, guarde as suas histórias favoritas na sua biblioteca e comente e vote para expandir a sua comunidade.
Illustration

Talvez você também goste

  • Em Família (Romance Lésbico)
  • Mudança
  • Coming home

Um silêncio ensurdecedor habitava a sala de jantar da casa de meus pais. O barulho proveniente dos ponteiros do relógio mais me parecia à contagem regressiva de uma bomba prestes a explodir. Havia dez pessoas sentadas à mesa, uma ceia belíssima de ano novo aguardava pelo momento em que seria devorada, ou não. Ninguém aparentava ter coragem suficiente para iniciar uma conversa, talvez porque abrir a boca significasse correr o risco de perder a vida. Estávamos todos brincando inconscientemente de Roleta Russa. Cada um de nós tinha uma arma apontada para a cabeça de alguém, e consequentemente tínhamos uma arma apontando para a nossa. O que estava havendo? Apenas uma ceia de ano novo em família, mas é claro que não era apenas isso. Nos últimos oito dias, convivemos juntos nessa casa depois de anos sem nos ver por mais que algumas horas, e com isso, esbarramos em segredos e mentiras capazes de destruir toda e qualquer relação familiar existente entre cada um de nós. Talvez o mais engraçado seja que nada disso estaria acontecendo se meus planos para as festas de fim de ano não tivessem mudado radicalmente de uma hora para a outra. Dizem que família que luta unida permanece unida, mas e a que mente unida? Todos os direitos reservados, plágio é crime!

Mais detalhes
WpActionLinkDiretrizes de Conteúdo