Uma breve crônica do primeiro Sol

Uma breve crônica do primeiro Sol

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WpMetadataReadComplete Tue, Aug 4, 2020
Confiando na centelha de uma inspiração recém descoberta, depositarei luz e escuridão nesta que vos lê. Tal qual Urano amava Gaia, a Lua amava o Sol. Centelhas de um amor ímpeto e suprimido; Sufocado, idealizado, queimado. Ardilosa chama pairava por entre os coágulos da aspiração divina. Afobados, Sol e Lua atraíam-se como astros há milhões de anos luz de distância, um pertencendo ao outro, segredando as mais singelas galáxias estrelares em um olhar. Ela, dona do olhar que cavalga o mundo. Ele, iluminando a pele serena banhada de esplendor e calor. Pois, hei ou não de ser amor, os cosmos os separaram. Almas perdidas entrelaçadas jamais quebradas; Mesmo que obrigadas. A Lua iluminava tua noite e teu doce gotejar ao céu penumbro, tal semelhante a uma luz em uma rachadura. Necessária, toda a atenção envolta de si. O Sol aquecia seu corpo frágil ao escurecer, abraçando-lhe a asa (i)mortal de águia, carregando consigo o ódio e a esperança alojada em um canto sombrio de seu peito.
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Sol & Lua e o Lado Negro da Luz Elas são poesia em carne e osso, mas do tipo que arranha, seduz e faz você se perguntar se deve fugir... ou se jogar. Filhas de uma mulher tão amarga que fazia o limão parecer açúcar, cresceram aprendendo na marra que o mundo pode ser cruel - mas nunca mais cruel do que elas quando decidem revidar. Sol. Meiga? Às vezes. Perfeita? Ela sabe que é. Irradia luz, beleza e um magnetismo que faz pescoços se virarem e queixos caírem. Mas não se engane, querido - ela não é flor que se cheire, é flor que se queima. Seu poder explode quando o sol brilha, e seu olhar? Ah... tem mais magia do que muito grimório antigo por aí. Lua. Desastrada, sonhadora e absurdamente irresistível. Vive no mundo da lua - e que sorte a sua, porque lá as regras são outras... ou simplesmente não existem. Quando a lua cheia sobe, ela vira pura energia, puro feitiço, puro perigo... e, convenhamos, puro charme também. Sol e Lua são o tipo de problema que vem sorrindo, dançando e piscando - e que quando você percebe, já está enfeitiçado. Elas vão enfrentar o mundo, seus próprios demônios, e claro... o amor - aquele tipo de amor que é uma montanha-russa sem cinto de segurança, onde se grita, se ri, se geme e se cai. Se o universo acha que pode pará-las, vai precisar de bem mais do que azar, inveja ou más línguas. Porque elas são a prova viva de que até a luz tem seu lado negro - e ele é deliciosamente perigoso. ---

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