ESTRANHO

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WpMetadataNoticeLast published Sun, Jul 21, 2019
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Non-Fiction
O que é mais estranho? Uma casa abandonada cuja porta transporta um homem desesperado para um passado recente ou três irmãs que se odeiam e disputam uma herança numa roleta russa dentro de uma sala claustrofóbica? Um familicídio num almoço dominical de aniversário ao ritmo da salsa ou o desabafo de um criador de um jogo muito importante? Dois agiotas confiscando um restaurante falido como garantia à beira da estrada desolada ou uma menina que acredita escutar uma entidade superior num futuro bem distante e num planeta nem tão distante assim? Um senhor desalentado que coleciona formigas e pétalas ou um anão 'rastafari' místico num capinzal distribuindo conselhos? A realidade é aquilo que de fato é ou somente parte do que percebemos e interpretamos? E a ficção? Ela absorve elementos da realidade ou é a realidade apenas um simulacro da ficção. Essa é a premissa de ESTRANHO: uma reunião de contos escritos por Carlos Ramírez cuja proposta é justamente mostrar que realidade e ficção não são diferentes entre si. Elas causam, da mesma forma, estranheza e incômodo tanto nos personagens - reais ou não - quanto no leitor; sendo, muitas vezes, a realidade até mais incompreensível e injustificável que a própria ficção. A cada semana um conto novo no "estranhoverso" de Carlos Ramírez.
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adulterio
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Esta não é uma história para quem sonha com finais. Seu final já está dado. Ou pelo menos se sabe desde já o básico sobre ele. Não é uma história para os muito crentes de suas verdades, que nada aceitam além do que a própria mente com labor construiu e luta ferrenhamente com qualquer coisa que julgue ameaçar suas certezas. Definitivamente não se escreve para tais. Esta história espera dois tipos de leitor: o que é firme em sua opinião, sem se fechar para o que há além de suas ideias, sem perder o cuidado de entender as entrelinhas, as figuras de linguagem, as metáforas, o gosto em criar e contemplar imagens que concebera durante a leitura; e aquele que tem gosto pelas fortes emoções do caminho, que valoriza o presente e, independente do que vier adiante, é no agora que está seu coração e procura vive-lo da melhor maneira, pois sabe que o final é um detalhe obrigatório, que longe de resolver as questões de uma trama, serve apenas de limite às páginas do livro. Naturalmente, uma história que remonta ao nascimento de nossa Era e que, no entanto, desenrolara fora do tempo, não pode senão ser presente, acontecida agora e com um desfecho já sabido por todos. Não se deseja criar uma seita, uma nova religião ou transmitir mensagens do além. Aqui se explora e reexplora personagens e histórias já velhas em contextos incomuns. Quer-se trazer profundos e recorrentes questionamentos da alma humana, muitas vezes calados pelo medo ou vergonha de nossa ignorância. Não promete alguma resposta, antes abre espaço para a pergunta acontecer e podermos analisa-la com menor temor e maior tranquilidade. Quer-se sim descer no fundo do Abismo, mas conscientes do retorno. Alto lá: entre a ideia de retornar e a concretização disso há literalmente um Abismo no meio! Mas claro, também não há novidade em que a ideia de algo e esse algo concretamente sejam coisas distintas. Enfim, eis o convite à essa fantasia: se inicia na primeira Sext

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