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Forbidden Wishes

Forbidden Wishes

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WpMetadataNoticeLast published Thu, Jul 18, 2019
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Fiction
Romance
Querido diário, Hoje completa um mês e dois dias desde que meus pais se foram naquele terrível acidente de carro. Ainda posso sentir o meu corpo ser arremesado para fora do carro por conta do impacto. Os médicos dizem que eu sou um milagre de Deus. Já que se eu tivesse continuado no carro provavelmente estaria com os meus pais neste momento. Outros, curiosos que fingiam ser amigos de meus pais mas no fundo eram meros interesseiros, dizem que eu tive sorte por quase não ter tido lesões em meu corpo. Mas no fundo nem um, nem o outro conseguiam enxergar o quão quebrada eu estava por dentro. E como se não bastasse a minha grande sorte, hoje é o grande dia D. O dia em que irei recomeçar a minha vida em Nova York, um "presente" que meus pais haviam deixado em seus testamentos de acordo com Rita - a governanta de minha antiga casa. Ps: (Natasha do Futuro) Mal sabia que a desgraça de minha vida se encontraria na casa dos Rogers - meus tutores - especialmente em um, dono de olhos azuis.
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Morrer é uma surpresa. Sempre. Nunca se espera. Nem mesmo o paciente terminal acha que vai morrer hoje ou amanhã. Na semana que vem talvez, mas apenas se a semana que vem continuar sendo na semana que vem. Nunca se está pronto. Nunca é a hora. Nunca vamos ter feito tudo o que queríamos ter feito. O fim da vida sempre vem de surpresa, fazendo as viúvas chorarem e entediando as crianças que ainda não entendem o que é um velório (Graças a Deus). Com meu pai não foi diferente. Na verdade, foi mais inesperado. Meu pai se foi com 36 anos, a idade que leva muitos músicos famosos. Jovem. Moço demais. Meu pai não era músico nem famoso, o câncer parece não ter preferência. Ele se foi quando eu ainda era novo, descobri o que era um velório justamente com ele. Eu tinha apenas 16 anos, o suficiente pra sentir saudade pelo resto da vida. Se ele tivesse morrido antes, não existiriam lembranças. Nem dor. Mas também não haveria um pai na minha história. E eu tive um pai. Tive um pai que era duro e divertido. Que me colocava de castigo com uma piadinha pra não me magoar. Que me dava um beijo na testa antes de dormir. Que me obrigou a amar o mesmo time que ele e que explicava as coisas de um jeito melhor que a minha mãe. Sabe? Um pai desses que faz falta. Ele nunca me disse que ia morrer, nem quando já estava deitado cheio de tubos. Meu pai fazia planos para o ano que vem mesmo sabendo que não veria o próximo mês. No ano que vem iríamos pescar, viajar, visitar lugares que nenhum de nós conhecia. O ano que vem seria incrível. Eu vivi esse sonho com ele. Acho, tenho certeza na verdade, que ele pensava que isso daria sorte. Supersticioso. Pensar no futuro era o jeito dele se manter otimista. O desgraçado me fez rir até o final. Ele sabia. Ele não me contou. Ele não me viu chorar a sua perda. E de repente o ano que vem acabou antes de começar.

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