"Different, it is something extraordinary."

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WpMetadataNoticeLast published Wed, Jul 24, 2019
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Non-Fiction
16 anos atrás... _Doutor, como ela está?_estou no hospital esperando notícias de minha mulher. _Tentamos fazer o possível, conseguimos salvar sua filha mas sua mulher perdeu muito sangue então diria que ela tem poucos minutos de vida, aconselho ir vê-la logo._O doutor aconselha. Andei por aqueles corredores já deixando lágrimas caírem dos meus olhos, não acredito que isso está realmente acontecendo. Entrei no quarto onde ela estáva, seu rosto estava pálido e sua pele carregava o suor de seu esforço para ter nossa filha. _Oh, Lúcia aguente firme precisamos de você conosco. _Edmundo, quero...( tosse) que cuide bem de nossa filha sei que irá conseguir pois tenho fé em você._ sua voz era fraca e o seu esforço para pronunciar as palavras era notável. _Não Lúcia, fique conosco precisamos de você, eu preciso!_Ela dá um sorriso fraco e olha profundamente em meus olhos, isso foi muito para entender que ela não poderia ficar. _Eu amo vocês e sempre amarei, lembresse que Deus sabe o que faz. Quero que de esse colar a ela quando ela completar seus 16 anos, saberám o que fazer._Ela olha última vez em meus olhos e não se encontra mas com vida. E ali, eu deixo as lágrimas caírem sabendo que nunca mais terei minha amada de volta.
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Acredito que a vida deveria ser mais do que apenas sobreviver, que se encontramos uma razão para sorrir, não deveríamos chorar. Acho que existe um propósito. Não acho que fomos enviados por Deus para seguirmos uma rotina. Não se, realmente, existe um Deus lá em cima, mas, de al-guma forma nosso cérebro nos predestina a agir, nos obriga a pensar, a decidir. Construindo uma vida, uma vida repleta de escolhas, às vezes boas, outras vezes ruins. Vivo em um apartamento simples, ao lado do hospital. Não me casei. Não estou em um relaciona-mento ainda. Passo a maior parte do tempo no hospital. Vira e mexe encontro meus amigos da an-tiga escola, que sempre me cumprimentam com a mesma expressão: "quem te viu, quem te vê". Não desminto. Admito que, no momento em que decidi me tornar cirurgiã, de certa forma, parei de viver, deixando festas e bebedeiras para trás e me foquei em sobreviver a faculdade. Em meus raros tempos livres, permito-me viajar no tempo. Lembrando-me de meus 16/17 anos, onde festas e bebedeiras eram presentes. Relembro de quando passei para a faculdade, caralho, aquela noite foi louca, vagas lembranças de doses de tequila e meninos me veem a cabeça. Lembrei-me de quando peguei meu diploma, da primeira cirurgia, fazia tempo. Minha mente foi invadida pelas lembranças da residência, onde perdi meu primeiro paciente. Um menino pequeno, 6 anos, traumatismo craniano, hemorragia subdural devido ao trauma, não podíamos fazer nada para ajuda-lo. Sofri a perda, mas me apaixonei pela profissão, o que fez com que eu me tornasse neurocirurgia pediatra. Meu despertador tocou de uma forma irritante, me despertando de minhas memorias e me levou a pensar, eu estou apenas sobrevivendo ou estou realmente viva?

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