O gatuno no paraíso infinito

O gatuno no paraíso infinito

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WpMetadataNoticeLast published Mon, Jul 20, 2020
Quanto vale a moeda da ganância? Quanto vale o desejo de sua utopia? A peregrinação desaventurada dum viajante misterioso o levou a um deserto remoto e infértil de qualquer esperança de vida ou conforto. E sem nenhum cantil d'água para molhar seus lábios e refrescar a mente cozida ao sol violento daquele ambiente inóspito, não foram raras as vezes que as miragens de areia iludiram a fé do peregrino. Todavia, ao guiar-se por um som belo e repentino de cordas, nosso anti-herói encontra em fim seu oásis: um senhorzinho. O que faria um senhor que incorporava o arquétipo de um esmoleiro, em meio deserto, seria sua fé numa cidade utópica que, outrora tempos de juventude em que fora expulso por razões desconhecidas, agora acreditava ser digno de seu retorno por possuir (com o custo de uma vida de investigação) a chave dos portões: uma pulseira de metal dourado com o formato de serpente. Todavia, quais são os reais mistérios desta "cidade infinita"? O que nela levaria um homem a sacrificar sua juventude devido a uma promessa tão frágil e incerta de retorno?
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Quanto vale a liberdade? A resposta é: depende. Para ganhá-la vale uma moeda de ouro, mas para perdê-la vale uma moeda de prata. Os mais éticos diriam que é absurdo, que liberdade não tem preço, ou ainda, que liberdade é direito de todos, entretanto, em meio ao caos, para qual umbigo você olharia? Se importaria com a liberdade alheia quando a sua está em xeque? Numa circunstância assim, ligaria para a liberdade de alguém que você não conhece? Frieda Falkenberg descobriu as respostas para essas perguntas bem cedo, ainda criança, ela recebeu violência em vez de amor por parte de seus pais, encarou a morte de frente, viu "morrer" o seu mundo, a menina estava impotente na plateia assistindo seu espírito se quebrar a tal ponto que estava morta demais para dizer que estava viva e viva demais para afirmar que estava morta. Tudo parecia perdido, mas a casualidade nos provém tempos de trevas e dias de paz. Heinrich Falkenberg surgiu como um príncipe em um cavalo branco, disposto a salvar quem já não se interessava por algo como a salvação, veio para mostrar a ela o amor parental e um mundo além do cinza. Como alguém que perdeu tudo, pode ela se reerguer como um pássaro cujas asas foram curadas? Pode Frieda encontrar a felicidade e a verdadeira liberdade em um mundo tomado por misteriosas criaturas que ameaçam a existência humana? Pode uma criança santa, outrora rejeitada por não ter poder, se tornar o pilar da sobrevivência da humanidade? O tempo dirá, porém nos resta a certeza de que quando um pássaro aprende a voar nem mesmo uma forte ventania o fará tremer. Dizem que o sobrenatural só é belo nos contos de fadas, mas uma ventania como essa não fará Frieda, o falcão peregrino, temer. Capa by @Oprazeretodomeu

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